CRÍTICA - Capitão América: Guerra Civil

por Kainã



O ano de 2008 foi o ano em que a Marvel dava seus primeiros passos para o império cinematográfico. Oito anos, e 10 filmes, depois chega aos cinemas a adaptação de uma das suas grandes obras, Guerra Civil. Mesmo sendo considerada uma obra inadaptável a Marvel conseguiu adaptar muito bem para a sua fórmula, mas tudo tem um preço.

No filme temos Steve Rogers liderando o recém-formado time de Vingadores em seus esforços continuados para proteger a humanidade. Mas, depois que um novo incidente envolvendo os Vingadores resulta num dano colateral, a pressão política se levanta para instaurar um sistema de contagem liderado por um órgão governamental para supervisionar e dirigir a equipe. O novo status que divide os Vingadores, resultando em dois campos: um liderado por Steve Rogers e seu desejo de que os Vingadores permaneçam livres para defender a humanidade sem a interferência do governo; o outro seguindo a surpreendente decisão de Tony Stark em apoio à supervisão e contagem do governo.


Logo de cara sabemos que este filme não será focado inteiramente em Steve, a primeira cena que nos é mostrada é com Bucky sendo controlado e então o filme gira em torno disso. Não é ruim, mas os motivos pelo qual todos estão atrás do Soldado Invernal se perdem um pouco pela briga dos heróis.


Os Irmãos Russo sabem fazer cenas de ação, isso nós já vimos no segundo filme do Capitão, mas dessa vez eles chegam a outro nível. Em Guerra Civil todas as cenas são espetaculares e extremamente criativas, para quem achou que a cena do aeroporto fosse ficar feia ou sem graça, como eu, mordeu a língua, ela é definitivamente uma das melhores do filme. Todos os heróis usando os seus poderes de forma efetiva, voando para todos os lados e ainda tivemos lutas do tipo, Homem-Aranha contra Capitão América, o que dizer disso? Eles merecem todo o crédito.


O grande vilão do filme é realmente um ótimo vilão e é o primeiro que teve sucesso no seu plano. Zemo é bem diferente das HQ’s e levanta a questão, precisava ter o nome de um vilão tão icônico do Capitão? Não, definitivamente não. Mas a sua motivação é clara e bem sustentada no ódio e na vingança, tudo que faz um vilão clássico, mas aqui não temos visual espalhafatoso e nem grandes discursos, apenas um plano.


Um ponto ruim é o fato de terem tentado equilibrar a Guerra Civil. Nos quadrinhos Tony Stark está errado e todo mundo tem que viver com isso, mas a falta de coragem da Marvel não deixou que isso acontecesse no filme, Steve se passa por errado no próprio filme, sendo que é ele que no final disso tudo pede desculpas, não Tony, o favoritismo do personagem prejudicou muito a história, porque estamos falando de um filme do Capitão América. Falando em falta de coragem da Marvel, aqui ela é levada a níveis absurdos em não matar Rhodes depois de cair daquela altura, não ter morrido ninguém e não ter impactado de forma clara o universo dos cinemas, no final é só mais um filme episódico sem marcar presença.


O Homem-Aranha é uma das melhores coisas do filme e sim, o melhor aranha dos cinemas, mesmo que o CGI tenha deixado ele um pouco estranho demais e deslizado em algumas partes, o cabeça de teia finalmente é jovem e não um ator de trinta anos fazendo um jovem e ele tem provar na escola e não pode faltar, isso é perfeição. Outro que rouba a cena é Homem-Formiga com piadas tão boas quanto e com grandes surpresas. E não podemos deixar de fora o Rei de Wakanda, Pantera Negra é um dos melhores personagem do filme, tendo suas próprias motivações, jeito de agir e estilo de luta completamente diferente de todos os outros, e o fato de contarem a sua origem nesse filme já vale muitos pontos para a Marvel.


O filme tem duas cenas finais legais, mas completamente desnecessárias porque não avançam a história, não dão um gostinho de quero mais e não intrigam, não precisavam existir. Em um filme que deveria ser Capitão América: Guerra Civil, tivemos Homem de Ferro demais, e ainda fechando com um final covarde, mostra que até mesmo se o filme for perfeito, a fórmula de sucesso pode ter um preço a pagar.

Nota: 8,5! 


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