CRÍTICA - Caminhos da Floresta

A Disney vem acertando em cheio em suas adaptações de contos de fadas para os cinemas. Foi assim com Alice no País das Maravilhas, Frozen, Malévola, e agora com Caminhos da Floresta, adaptação do musical da Broadway que mistura os contos de Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, Rapunzel e João e o Pé de Feijão. Mas a principal diferença neste último, é a obscuridade com a qual a trama é tratada, muitas vezes chegando a ser violenta e cruel.

Tudo começa com todos os personagens querendo alguma coisa, e ligando todas as histórias está o Padeiro e sua esposa, que desejam muito ter um filho. Certo dia, uma bruxa que vive na vizinhança aparece e lhes conta que lançou uma maldição sobre a casa, e que a árvore genealógica da família terminaria com o Padeiro. Mas que ela poderia acabar com a maldição se eles lhe trouxessem a capa vermelha como o sangue, o cabelo amarelo como milho, a vaca branca como leite e o sapatinho puro como ouro. E são esses itens que levam o Padeiro e sua esposa a conhecer os demais personagens da história.

Até aí temos um conto de fadas comum, o que nos é apresentado no trailer do filme. Mas quando os desejos de todos vão se realizando e a história parece estar chegando ao fim, é quando a verdadeira lição de Caminhos da Floresta começa. O roteiro, com a proposta de estar o mais fiel possível ao musical, nos leva à reviravoltas inesperadas e surpreendentes. Não vi o musical, então talvez por isso a surpresa. Mas o fato é que o filme deixa bem claro a sua mensagem, até mesmo em seu próprio slogan: “cuidado com o que você deseja”.


Eu desejava muita música com esse filme, e tive o meu pedido atendido. O filme conta com várias canções, sombrias, alegres, tristes, mas de todos os modos, contagiantes. E o elenco que as interpreta não poderia estar mais afiado. Três vozes se sobressaem as demais, sendo uma delas uma surpresa. Meryl Streep, Anna Kendrick e Emily Blunt (a surpresa) entregam performances incríveis, o que não é surpreendente se tratando de Meryl, que toma o filme para si, divando até o infinito.


A fotografia do filme é belíssima, a trilha sonora, quando não cantada, é tão contagiante quanto as canções, a mixagem é incrível ao ponto de parecer que os atores estão cantando no cenário, e os figurinos e cenários são fantasticamente bem feitos, apesar de que este último poderia ter feito mais uso de CGI. Sente-se falta daquela magia e fantasia apresentada em Malévola. Mas se formos analisar o fato de que o filme é uma adaptação de uma peça teatral, isso não chega a ser ruim, pode até mesmo ser o objetivo.

Concluíndo, Caminhos da Floresta é um musical maravilhoso, beirando a perfeição. Claro que se você decidir assistir ao filme deve ter certo apreço por musicais, e não seja um daqueles que saem no meio da sessão por não aguentar mais as músicas, o que eu particularmente não entendo. A Disney conseguiu novamente, e continua se aventurando em sua nova era de ouro, o que me deixa extremamente ansioso por Cinderela, que estreia em março.

Nota: 10,0!

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