CRÍTICA - Animais Fantásticos e Onde Habitam


Trazendo uma outra visão do seu mundo mágico, J.K. Rowling assina o roteiro do filme que tem como protagonista Newt Scamander, um magizoologista que tem muito mais para falar do que os olhos veem.


O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York levando sua maleta, um objeto mágico onde ele carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-americana, que teme a exposição do mundo mágico, Newt precisará usar suas habilidades para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo.


O filme acerta em cheio nos seus personagens, como deveria ser. Newt é estranho e desajeitado, mas com o pensamento sempre aguçado, belamente interpretado por Eddie Redmayne. Jacob Kowalski é o no-maj que todos nós queríamos ser, fazendo amizade com três bruxos ele é a inocência e os novos olhos para aqueles que ainda não estão muito familiarizados com o universo. As irmãs Quennie e Porpetina apesar de não muito exploradas, são personagens que conseguimos perceber serem bastante profundos e com problemas no passado.


J.K. consegue trazer novidades para o universo que já teve oito filmes, com uma leitura mais atual para a história e com assuntos relevantes para o mundo de hoje, como preconceito, repressão, aceitação e medo. Fazendo com que o filme, mesmo que não seja o melhor da franquia, se torne importante pelo próprio discurso.


Nota: 8,0.

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