CRÍTICA - O Lobo de Wall Street


Uma pergunta que nos vem a cabeça quando assistimos à O Lobo de Wall Street é de que cabeça surgiu o roteiro desse filme? Pois a história que nos é apresentada é repleta de situações absurdas e escatológicas que nos fazem rir mesmo sabendo que é errado estarmos rindo. Mas vamos deixar uma coisa muito clara. Isso não é um ponto negativo, muito pelo contrário. E tudo isso é possível graças à incrível e impecável direção de Martin Scorsese, que comanda esse trem descarrilhado de ganância, álcool e drogas.

O diretor voltou para aquilo que sabe fazer de melhor: contar histórias politicamente incorretas e que deixam o público de queixo caído. Nesse caso ainda mais, por se tratar de um filme baseado em acontecimentos verídicos. A história nos apresenta Jordan Belfort, um corretor da bolsa de Nova York, desde o início de sua carreira, quando aprende as artimanhas da venda de ações, até o seu fim, quando é indiciado por fraude. Desde o início, as atividades de Belfort são ilícitas, e é aquela velha história: quanto mais dinheiro se tem, mais se quer! E isso é retratado de forma desenfreada, com aquela sensação de que a qualquer momento a casa pode cair.

O filme é incrível, o que se deve à quatro coisas: o excelente roteiro, a direção magistral de Martin Scorsese, a trilha sonora que compôe a cena perfeitamente quando não temos fala é ela que da o tom da comédia, além de serem ótimas musicas, e a impressionante atuação de Leonardo DiCaprio. Aqui o ator tem um personagem que exige ainda mais do seu talento do que os interpretados até agora em sua carreira. É perceptível durante todo o tempo que DiCaprio entregou-se completamente ao papel, encarnando o personagem de tal forma que chega a nos assustar. E isso faz com que novamente ele seja um dos favoritos ao Oscar de melhor ator, embora suas chances estejam sendo diminuídas com as recorrentes vitórias de Matthew McConaghey.

Apesar de três horas de duração, O Lobo de Wall Street não cansa, muito pelo contrário, nos diverte, apesar de contar uma história que não tem um final feliz. E um sentimento fica evidente. Queremos mais Scorsese! Muito mais!

Nota: 10,0!

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