CRÍTICA - Frozen: Uma Aventura Congelante
Ressuscitando elementos de suas animações clássicas, a Disney conseguiu trazer com Frozen algo que já vem sendo utilizado pelos estúdios há muito tempo, mas de uma forma atual. A animação musical encanta àqueles que apreciam o gênero, mas se você espera um filme no estilo Pixar ou não gosta de musicais não assista ao filme, para não ficar exclamando expressões como “Oh meu Deus!” ou “Que saco isso!”, como a meliante mal educada que estava atrás de mim!
Diferente de um conto de fadas comum, aqui não temos um mocinho e uma mocinha no centro das atenções. Quer dizer, eles até estão no filme, mas o foco é o relacionamento entre as duas irmãs, Elsa e Anna, princesas de Arendelle. Elsa tem o poder de gerar gelo e neve, e diverte sua pequena irmã criando inúmeras formas de gelo. Certo dia, um acidente acontece, e Elsa passa a viver isolada de todos, para evitar que possa machucar alguém com o seu poder.
Mas, quando o rei e a rainha morrem em um naufrágio, Elsa tem de subir ao trono como a nova rainha de Arendelle e sair de seu casulo, o que deixa Anna incrivelmente entusiasmada, pois há muito não via sua irmã. A pomposa coroação de Elsa acaba se tornando um desastre, dando início à aventura congelante que é a trama do filme. Diferente do que o trailer tenta passar, não temos uma vilã, mas sim alguns vilões coadjuvantes quase que sem importância.
A técnica utilizada pela produção é agradável aos olhos e as canções cantadas pelos personagens, em sua maioria, são contagiantes e adequadas ao filme, apesar de que uma e outra poderiam ser descartadas. Os personagens foram bem trabalhados graças ao excelente roteiro, mesmo que deslizes como o fato de não explicar o motivo ou origem do poder de Elsa ou a súbita descoberta de como impedir que tudo vire gelo existam.
Temos aqui também alguns personagens coadjuvantes carismáticos que de vez em quando roubam a cena, como o boneco de neve Olaf e o alce Sven. Frozen fica sim melhor em 3D. A experiência se torna ainda melhor com o visual mágico que foi dado ao filme. Até o momento, sua arrecadação mundial já ultrapassa a marca dos 600 milhões de dólares, se tornando a segunda maior bilheteria de lançamento da Disney, atrás apenas de O Rei Leão! Frozen é uma excelente opção para começar o ano e mostra que a Disney ainda consegue fazer animações como seus antigos clássicos, encantando e levando crianças e adultos para mundos de magia.
Nota: 10,0!



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