CRÍTICA - No Olho do Tornado
Se Twister era claramente um filme para sessão da tarde, onde um homem e uma mulher vão atrás de um tornado com uma caminhonete, em busca de um objetivo nobre. “No Olho do Tornado” é completamente diferente nesse sentido e é isso que o deixa bom, por não trazer mais do mesmo.
No filme, um grupo de cientistas caçadores de tempestades liderado por Pete, um homem buscando claramente o dinheiro, que contrata a cautelosa meteorologista Allison Stone para ajudar na aventura. O comportado adolescente Donnie Morris, que resolve faltar a própria cerimônia de formatura para ajudar Kaitlyn, por quem é apaixonado, em um projeto escolar – por sugestão do irmão Trey – e a dupla acaba soterrada em uma antiga fábrica, de onde o pai dos dois, Gary tentará resgatá-los. Esses são os personagens centrais que terão de enfrentar a fúria do maior tornado que a natureza já produziu.
Devo confessar que eu não estava esperando nada desse filme, exerci meu “pré-conceito” em dizer que seria apenas mais um com efeitos feios e esquecível, e quebrei a cara, pois os efeitos estão lindos e, pelo menos, a cena inicial não tem nada de esquecível. Talvez seja irreal se levarmos em conta a física, mas ela é memorável, pois sem vermos absolutamente nada, perdemos o fôlego. Digo isso pela plateia no cinema que só voltou a respirar e fechar a boca depois que ela terminou.
Mas se tem algo realmente falho no filme é o seu roteiro, ele é muito fraco e raso, sem qualquer reviravolta ou grandes surpresas. Não conseguimos sentir empatia pelos personagens que nos são apresentados e isso dificulta as cenas de dramas, afinal é um filme catástrofe, os atores são melhores que o próprio roteiro, pois eles tentam de todas as formas fazer com que acreditemos em tudo que ocorre. Outro ponto que o roteiro peca é na duração, 89 minutos é muito pouco para desenvolver qualquer grande história ou relacionamento.
Mas na direção é onde o filme brilha, pois deixar um roteiro fraco mais interessante é um trabalho difícil, e como fazer isso? Efeitos e Som! Sem esses dois elementos o filme teria sido um fracasso completamente. Os tornados são realmente amedrontadores, sejam por sua aparência ou pelo barulho da destruição que causam, a junção dessas duas coisas faz com que seja realmente ameaçadores e transmitam medo, muitas vezes achamos até que eles criaram vida e decidiram atacar os protagonistas.
Nota: 8,0!









O que não gosto é que os fãs da série iCarly ficam venerando aquele atorzinho (Nathan Kress), como se ele fosse uma estrela por causa desse filme.
ResponderExcluirPelo que ouvi falar, continua sendo coadjuvante e canastrão ainda por cima.
Quanto a esse filme, não tenho interesse nenhum em assistir, ainda mais pelo elenco fraco (Em Twister ao menos tínhamos nomes como Bill Paxton, Helen Hunt, Philip Seymour Hoffman e Cary Elwes)