CRÍTICA - Jurassic World
Bem executado e nostálgico, dois pilares que fazem de Jurassic World o maior sucesso do ano (por enquanto), alcançando o TERCEIRO lugar nas maiores bilheterias do mundo. Muitos não acreditavam no filme antes dele dominar as salas do cinema, mas os dinossauros mostraram que realmente conseguem segurar um filme?
No filme vemos o sonho de John Hammond virar realidade, enfim o parque está aberto ao público. Com isso, as pessoas podem conferir shows com dinossauros e até mesmo fazer passeios bem perto deles no estilo dos safáris africanos. Entretanto, a equipe chefiada pela doutora Claire (Bryce Dallas Howard) passa a fazer experiências genéticas com estes seres, de forma a criar novas espécies para atrair mais público. Mas quando um dos dinossauros criados sai do controle, Claire precisa da ajuda do treinador de Velociraptors, Owen (Chris Pratt), com quem tem um passado, para tentar salvar as milhares de pessoas do park.
O filme começa lento, observamos a família de Zach e Gray os levando para o aeroporto. Talvez seja a expectativa de ver o parque finalmente aberto, essa cena seja um pouco longa demais, mas é necessária para que um dos pilares do filme se mostre, o da família, mesmo que isso seja um dos pontos fracos do filme.
Finalmente chegamos ao Jurassic World, que se mostra imponente em meio a Ilha Nublar com a tímida trilha sonora de John Williams no fundo. Todas as atrações são exatamente como sonhamos, e por vários momentos queremos estar no parque.
O ponto fraco nessa parte é o roteiro, que não ajuda o jovem Ty Simpkins (Homem de Ferro 3) e o apático Nick Robinson (The Kings of Summer) que talvez seja pela época em que estão, mas não ficam deslumbrados com quase nada no parque. Ty tem um problema com os pais, chegando a chorar por causa disso, mas é apenas naquele momento sem evoluir no assunto. Seu irmão tinha uma namorada quando saiu de casa, mas flertava com todas as garotas que via no parque, eu realmente não entendi qual o significado disso já que não levou a lugar nenhum.
Mas o filme realmente brilha é na química de Chris Pratt e Bryce Dallas, desde os momentos iniciais ao final pôr do sol. Chris Pratt é o queridinho de Hollywood, depois de interpretar "Star Lord" em Guardiões da Galáxia, ele caiu no gosto do público, fazendo com que se torna-se uma necessidade em todo o filme para fazer sucesso. Mas quem surpreende mesmo é Bryce Dallas Howard, que nunca teve um spotlight, mas com esse filme, galgou seu espaço com salto alto para o estrelato.
Seus dois personagens são divertidos e interessantes, mas não é só de humanos que o filme se baseia. Indominus Rex, o novo dinossauro criado a partir de vários outros répteis (incluindo outros dinossauros), consegue meter medo e ser um inimigo a altura. Vamos descobrindo aos poucos do que ele é capaz e é muita coisa, desde se camuflar até matar um bando de Braquiossauros. Os pequenos velociraptors roubam a cena de Indominus, com seu esquadrão em treinamento liderados por seu alfa, Owen. Se nos filmes eles eram vilões indiscutíveis, aqui eles possuem seus tons de cinza.
O filme consegue ser muito bom, mesmo com seus problemas. Os pilares da nostalgia e a boa execução fazem do filme o sucesso absoluto que está sendo ao redor do mundo, o diretor iniciante Colin Trevorrow fez bem. E como tudo que faz sucesso hoje em dia, o filme vem causando polêmica pelo fato da personagem de Bryce andar de salto o filme inteiro, mas isso deixo com que cada um tire sua conclusão.
O filme é divertimento para toda a família, com todos os dinossauros que amamos e um final épico com uma velha criatura que já tememos no passado. Jurassic World é bom para a revitalização da franquia e um ótimo inicio de franquia.
Nota: 9,0!


















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