CRÍTICA - Tomorrowland

Saindo direto da mente de Walt Disney, Tomorrowland diverte e emociona. Sabe os filmes antigos de ficção cientifica que mostravam armas a laser e robôs androides meios desleixados? Então, Tomorrowland é bem isso!


No filme vemos Casey Newton (Britt Robertson), uma adolescente com enorme curiosidade pela ciência. Um dia, ela encontra um pequeno broche que permite que se transporte automaticamente para uma realidade paralela chamada Tomorrowland, repleta de invenções futuristas visando o bem da humanidade. Ela logo busca um meio de chegar ao lugar e, no caminho, conta com a ajuda da misteriosa Athena (Raffey Cassidy) e de Frank Walker (George Clooney), que esteve em Tomorrowland.


A química de Britt e Clooney é impagável, ele o velho ranzinza e ela a garota curiosa, faz um balanço ótimo para o filme e a atuação está realmente no ponto certo, podemos ver um brilho nos olhos do personagem de Clooney quando fala de Tomorrowland e o mesmo acontece com a Casey.


Mas quem rouba a cena é a jovem Raffey, que com apenas 12 anos mostra que sabe exatamente o que está fazendo interpretando Athena, que luta muito e sabe de tudo.


O filme tem cenas de ação muito boas, são bem fluidas sem câmera tremendo a todo tempo e bem inventivas, o fato de ser sci-fi deixa tudo mais legal, porque achamos uma banheira sair voando por propulsão a jato completamente normal. Mas uma das melhores partes do filme é na loja Blast from the Past!!!



Um dos únicos problemas é o vilão, que não vem para explicar o seu plano, é tudo muito subentendido, pois o fato de ser um mundo paralelo é bem complicado de entender a gravidade das coisas que estão acontecendo e o porque de tudo estar assim.


O filme tem como alma todos as nossas ideias de criança, de um mundo melhor, futurístico, em que podemos voar em carros voadores de todos os tipos. Os robôs e também as armas lasers que bricavamos quando crianças e fazíamos o barulho com a boca. Tomorrowland é uma cidade perfeita, imaginada para ser assim.



Outro ponto muito legal é a ideia de que todos os gênios que já existiram na Terra, em algum momento foram para Tomorrowland e ajudaram a construí-la, claro, não só os gênios, mas também aqueles que tem vontade de mudar o mundo. Fazendo assim uma ligação com o final que torna toda a cena muito bonita e simbólica para o que o mundo deveria ser, se quisesse ser perfeito.


Mesmo o filme sendo um fracasso de bilheteria, não entendo porque as notas baixas, pois ele é muito divertido e tem uma mensagem muito importante pra passar.

Nota: 9,0!


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