CRÍTICA - Mogli - O Menino Lobo
A Disney está voltando para mais uma era de ouro com suas animações no cinema e parece que seus filmes estão acompanhando isso. Malévola, Cinderela e agora Mogli ganharam suas versões “live action” e ainda tem muitas por vir. E para dar vida ao Menino Lobo chamaram uma figura que já é conhecida do grande público, Jon Favreau.
Mesmo tendo dirigido apenas seis filmes conhecidos e apenas dois deles que fizeram sucesso com o grande público, Homem de Ferro 1 e 2, a Disney apostou no diretor e parece que deu muito certo, por Jon deu um ar dinâmico e jovial para um desenho que não envelheceu muito bem.
O filme baseado nas histórias de Rudyard Kipling e inspirado no clássico da Disney, conta a aventura que Mogli, um menino criado por uma família de lobos, passou. Mogli não é mais bem-vindo na floresta quando o temido tigre Shere Khan, promete eliminar o que ele considera uma ameaça. Se vendo obrigado a abandonar o único lar que conhece, Mogli embarca em uma cativante jornada, guiado pela pantera mentora e protetora Bagheera. Pelo caminho, Mogli encontra criaturas que nunca viu, incluindo Kaa, uma cobra gigantesca, Rei Loiue, um macaco que quer o que torna os homens fortes e o Urso Baloo, que só quer levar uma vida boa.
Mogli – O Menino Lobo já começa com uma grande responsabilidade completamente desnecessária, ser a altura do que o marketing e os críticos estão falando, seja na tecnologia do CGI ou no 3D estilo Avatar que tanto falavam e isso é o que peca no filme. A concepção pode sim ter sido tudo que eles falaram, mas essa não é a realidade para todos os cinemas do mundo, e um cinema que não exiba em sua capacidade máxima, faz o filme perder o que deveria ser o seu diferencial. E isso aconteceu com a gente.
O CGI está lá e é incrível! Os animais, seus movimentos e expressões são perfeitas, a tecnologia realmente avançou alguns passos enquanto este filme estava sendo feito e ainda mais o fato do pequeno Neel Sethi, que faz o Mogli, não estar com nenhum animal de verdade e sequer na floreta. É tudo fundo azul e bonecos. Mas já o 3D, pela qualidade do cinema em Blumenau onde vivo, não conseguiu me chamar atenção o que me dói profundamente porque sei que em IMAX seria espetacular.
Outro ponto negativo é um que já envolve toda a indústria brasileira e é uma briga de muito tempo: dublagem. Porque não equilibrar o número de filmes dublados e legendados? Todo mundo tem que ter direito de escolha, não pode simplesmente ignorar as pessoas que querem ver legendado. Isso faz as pessoas ficarem com mais raiva e pensarem duas vezes se vão ou não ver o filme, só por estar dublado. Dito isso, nesse filme a dublagem estragou muito o sentimento, salvo uma ou outra, todas as feitas por atores da globo pioraram o filme muito, deixando praticamente ridículo em certas partes.
Mas não é só de coisas ruins que esse filme foi feito. Ele é muito dinâmico, você não fica enjoado ou cansado em nenhum momento assistindo. Certas escolhas para elucidar o que está sendo contado são muito boas e tudo que foi acrescentado a história original deixa tudo muito mais interessante pois vemos sendo criada uma mitologia envolta daquilo tudo.
Os personagens também estão muito legais, além de bem feitos, todos eles têm suas fortes motivações para serem como são. Destaque para o tigre Shere Khan, que quando aparece rouba completamente a cena.
Jon Favreau faz um ótimo trabalho nessa releitura do clássico da Disney, conseguindo melhorar em todos os sentidos fazendo com que toda a família possa aproveitar o filme e tirar algo do Livro da Floresta. E os créditos finais são incríveis.
Nota: 8,5!









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