CRÍTICA - Unbreakable Kimmy Schmidt S02


Depois da estreia bombástica e sucesso meteórico no ano passado, Unbreakable Kimmy Schmidt ganha sua Segunda Temporada e como é de praxe, teve todos os seus 13 episódios liberados na Netflix.

Nessa segunda temporada Tina Fey perde completamente os limites e extrapola em todos os sentidos o que vimos na primeira. Se antes tínhamos piadas colocadas dentro da série e muito mais pé no chão do entendimento, nessa todas as piadas são levadas as estrelas e as referências ao mundo real cresceram tanto quanto o nível das piadas.


Um dos pontos fracos dessa temporada é que nossa queria Kimmy está completamente deixada de lado. Conseguimos entender que era necessário para a trama da história que estavam tentando contar, mas sempre queremos mais Kimmy possível. E outro é que pelo menos eu imaginava que ela fosse entender um pouco mais do mundo, mas foi completamente o contrário. 

Conhecemos muito mais de Titus e entendemos porque ele é como é. Sabemos dos seus medos de falhar e ficar sozinho e conseguimos ligar diretamente com o fato de ele nunca estar tentando mais do que ele realmente tenta, nunca fazendo nenhuma audição para peças na Broadway. E ainda descobrimos que ele era casado! Em um episódio completamente maluco. Uma boa surpresa foi a adição de Mikey, um gay recém assumido que se apaixona por Titus e ele é que nos faz conhecer melhor quem Titus realmente é.


Jacqueline é a que tem os melhores momentos dessa temporada. Depois de largar o marido milionário e ficar pobre, ela culpa Kimmy pelo que aconteceu. Na primeira aparição da personagem ela está com os pais tentando ajudar de todas as maneiras e só piorando a situação. Ela se vê obrigada a voltar para Nova Iorque e ajudar os nativos americanos do jeito que pode. Mas antes precisa voltar ao nível social que tinha e para atrapalhar os seus planos existe Deirdre. A junção dessas duas foi hilária, dois grandes momentos são no primeiro encontro no parque e no último no evento beneficente, lágrimas podem escorrer pelo rosto de felicidade.


E por fim temos Kimmy tentando sobreviver a este mundo, se tornando uma vendedora em uma loja de produtos natalinos, proporcionando cenas bem engraçadas, o que não dá muito certo. E se tornando uma motorista de Uber sem nem saber dirigir. Outro ponto nessa temporada foi que descobrimos o que aconteceu com Dong e como os dois lidam com isso e é de cortar o coração.


Se o grande plot da primeira temporada era Kimmy descobrindo o mundo depois de 15 anos presa, nessa segunda temporada é o de aceitação. Vemos Kimmy cobrindo todos os seus sentimentos e deixando com que todos mandem nela, sem nem ao menos ficar com raiva disso, os arrotos expressão muito bem isso. Depois que conhece a psiquiatra alcoólatra Andrea, interpretada pela própria Tina Fey, e começa o seu tratamento podemos ver que ela está lutando com muitas coisas que aconteceram no bunker mesmo já terem se passado muito tempo. Isso tudo a faz chegar no que ela acha ser o cerne do motivo por ela se sentir tão culpada: sua mãe. 


E então chegamos ao melhor Season Finale de todos, porque ninguém estava esperando o que viria, mesmo estando na nossa cara o tempo todo. Somos surpreendidos com uma revelação bombástica de quem é a mãe de Kimmy e não podíamos estar mais felizes!


Com uma temporada cheia de grandes participações especiais e com momentos impagáveis, principalmente no episódio final, Unbreakable Kimmy Schmidt encerra seu segundo ano com um saldo positivo, mesmo com alguns deslizes, entre os críticos e os fãs. Com ganchos inacreditáveis para a próxima temporada. 

Nota: 10,0!


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