CRÍTICA - Jogos Vorazes: Em Chamas
Uma decisão mudou tudo, pequenas amoras venenosas que provocaram a sobrevivência de dois tributos, desencadearam uma revolução e agora Katniss Everdeen precisa lidar com o peso de sua decisão e a fúria da Capital personificada no Presidente Snow. É sob esse cenário que somos "jogados" em Em Chamas.
Tudo nesse filme se difere do anterior, e quando eu digo tudo, é realmente tudo. E por sorte, o segundo filme da saga é muito superior que o seu primeiro. Aqui, assim como no livro, temos uma história mais séria, que não se permite ser apenas uma filme de romance com uma protagonista feminina frágil e indefesa. Em Jogos Vorazes: Em Chamas, temos Katniss, uma garota amedrontada, mas não indefesa, uma garota confusa, mas não frágil.
E se temos que dar méritos a alguém, que seja para Jennifer Lawrence! Ela realmente carrega o filme nas costas, sua atuação melhorou 300% comparado ao primeiro filme (o que um Oscar não faz?). Aqui ela se entrega para o drama da protagonista e podemos ver em seu olhar a confusão e o medo de Katniss, mas também a inocência em uma das cenas mais hilárias do filme que acontece em um elevador. Mas claro, que ela não é a única que manda bem, Elizabeth Banks como Effie está ainda melhor no seu papel da excêntrica habitante da Capital. Assim como Jena Malone que também rouba a cena quando está em tela. De resto, bom, não saem do que já era esperado.
A fotografia do filme nos ressalta aos olhos, desde a primeira cena em que podemos sentir o frio ou em cenas contra o sol em que os momentos ficam em nossa cabeça, como Peeta conversando com um Tributo em seus últimos momentos. A trilha sonora está muito mais marcante que no primeiro, aqui ela faz parte integrante da tensão dos Jogos.
Falando em Jogos... Em "Em Chamas" a arena torna-se um inimigo, escondendo armadilhas para acabar com todos os tributos, desde névoa mortal ala Lost, até chuva de sangue. Aqui as consequências são brutais, e quando os jogos começam, a matança também começa. O Diretor soube muito bem filmar as cenas, coisa que o primeiro diretor não conseguiu (talvez pelo medo da Lionsgate de colocar violência, coisa que aqui não aconteceu), temos flechas penetrando o peito de um dos tributos e a cena não é cortada.
Mas nem tudo são flores em Jogos Vorazes: Em Chamas. Quem leu o livro talvez se incomode com o que os roteiristas tentaram fazer, pois os dois personagens que eram para serem os gênios foram emburrecidos totalmente para que Katniss pudesse resolver os problemas quase que magicamente, não deixando claro realmente como ela chegou essa solução, parecendo que não teriam tempo de explicar. (Mas poderiam ter resolvido com o acréscimo de uma cena de 10 segundos). Mas mesmo com isso ele também não nos mastiga tudo que está acontecendo, temos que subentender certas coisas e isso é um grande mérito. A cena final em que temos Jennifer Lawrence na tela, é simplesmente foda!
Enfim... Jogos Vorazes é um filme que precisa ser visto, pois o seu tema é uma reflexão muito boa para o que vivemos hoje e possivelmente viveremos no futuro. Jogos Vorazes alçou voou, como um tordo livre, para fora das franquias teens copia de crepúsculo e pousou muito acima, em seu próprio lugar ao lado dos grandes.
Nota: 10,0!
Nota: 10,0!




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