CRÍTICA - A Culpa é das Estrelas


Existe uma infinidade de filmes entre Janeiro e Dezembro, existem os de Ação, as Comédias, os do Oscar e até algumas vezes os Musicais. Mas existem aqueles que duram apenas duas horas e conseguem se destacar de todos os outros e é de um desses filmes que vamos falar. Arrancando lágrimas do público, chegou ao cinema, “A Culpa é das Estrelas”. 


O filme que adapta o livro homônimo de John Green chegou aos cinemas na última sexta-feira, quebrando recordes de pré-vendas e lotando salas de exibição. Shailene Woodley é Hazel Grace Lancaster, uma garota com câncer de pulmão que ainda está viva graças a um remédio revolucionário que inibe o crescimento da metástase.  Ansel Elgort é Augustus Waters, um garoto que ganhou vários prêmios por jogar basquete, mas teve sua perna amputada depois de se descobrir com câncer ósseo, mas que já não se manifesta há 14 meses. Com esses improváveis personagens é que uma história de amor acontece.


Hazel e Gus se encontram em um grupo de ajuda e reabilitação para pessoas com câncer e é lá que o romance dos dois surge, com toda a simplicidade exposta no livro, e o filme também consegue passar essa simplicidade e naturalidade na fala e no desenrolar dos dois, pois as falas não são as usadas em outros filmes do gênero, permitindo assim um destaque para os diálogos dos personagem que é jovial, inteligente e não clichê. 


O filme é uma excelente adaptação em todos os sentidos, eliminou o que podia e precisava e deixou praticamente tudo de importante. E como é muito bem executado vai fazer com que você se envolva com os personagens assim como no livro e em pouco tempo você já está torcendo por Hazel e Gus. O romance dos dois por suas particularidades, é incomum e singular, e nos deixa presos querendo saber mais da história e onde tudo aquilo vai dar. E isso grande parte vem da química do casal. 




Shailene e Ansel estão incríveis juntos, convertendo até quem torcia o nariz para escalação dos dois para os papeis, eles são extremamente naturais e verdadeiros trazendo o filme para mais perto de nós. O resto do elenco está muito bom, mesmo não tendo muito destaque, mas conseguem segurar as pontas, principalmente Nat Wolff, que interpreta Issac, amigo de Gus que fica cego no decorrer do filme.


Mas não é só de química que é feito esse filme, existem cenas que são realmente “tapas” na cara, pois nos fazem pensar sobre o que estamos fazendo da nossa vida, sobre o que buscamos com ela, se é realmente isso que importa e se nossos sonhos são realmente válidos. No jantar no restaurante Oranjee, mesmo com a beleza do lugar, os diálogos são fortes e pesados, mas para Gus e Hazel já é algo trivial por fazer parte da vida deles, mas nos deixa mexidos quando entendemos as palavras.


O filme é muito bonito e singelo, seu final injusto nos deixa tristes, muito mais dos baldes de lágrimas que já foram choradas desde o começo do filme, mas é necessário e transformam A Culpa das Estrelas em uma referência do gênero.




Nota: 10,0!

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