CRÍTICA - No Limite do Amanhã
Tom Cruise e Emily Blunt, talvez não o par perfeito, mas se encaixaram perfeitamente no filme que é uma das melhores ficções cientificas dos últimos tempos.
Cruise é Cage, um oficial do exercito especializado em cuidar da imagem da guerra travada contra os alienígenas chamados de Mimics, ele é o cara do marketing que vende a guerra para as pessoas. Até que ele é ordenado a cobrir a batalha mais importante da resistência humana, mas ele se recusa e então é obrigado a batalhar como um soldado comum, não como um oficial.
Tudo vai extremamente mal para Cage, pois ao vestir os trajes de metal, os exoesqueletos, ele não sabe nem ao menos tirar a trava de segurança das armas, e aqui começa um dos paralelos mais legais do filme, o com a Segunda Guerra Mundial, pois Cage é jogado no campo de batalha sem nem ao menos saber o que faz, assim como muitos soldados daquela guerra. E também não é por acaso que o dia mais importante da resistência humana, levou o nome de Dia D no filme, e a invasão começando por uma praia.
Mas tudo da errado para o personagem principal e em sua primeira tentativa ele mata um alienígena com tons de azul chamado de Alfa, raríssimos de serem encontrados, mas não se salva, pois o sangue azul do monstro cai sobre ele e o mata. No instante seguinte ele acorda no dia anterior e vive um déjà vu até culminar na sua morte novamente. E então o dia se repete mais uma vez, é quando ele se vê preso em um padrão: Viva, Morra, Repita.
Depois disso é ação no melhor estilo vídeo game possível, pois Tom Cruise fica preso em uma “fase” difícil de passar e cada vez que morre vai aprendendo com o seu erro e se tornando melhor e fazendo com que os padrões de repetições sejam mais fáceis a cada tentativa. Mas Cage resolve salvar uma pessoa, Rita, também chamada de Anjo do Verdum, e descobre que ela (isso não é spoiler, tem no trailer) também já teve o mesmo poder que ele. Cage precisa aprender com Rita como ser o melhor para poder derrotar de uma vez por todas os alienígenas e vencer a guerra sem mais baixas humanas!
O filme não tem falhas, pelo menos não consegui identificar nenhuma, que geralmente em filmes de viagem no tempo são gritantes. É uma história simples e direta, com algumas reviravoltas no meio, por isso é muito bem executada. O paralelo que fazem com a Segunda Guerra Mundial é muito legal, e isso se estende pelo filme todo.
Os efeitos estão muito bons, os alienígenas chamados Mimics estão incrivelmente amedrontadores e cruéis, nunca vimos aliens como os que apresentam nesse filme, então deixa tudo mais legal! A trilha sonora poderia ser grandiosa, mas se tem um ponto que podemos reclamar do filme é nesse, pois ela não se destaca e passa completamente nula pelos nossos ouvidos.
No Limite do Amanhã é um ótimo filme e merece ser visto de novo e de novo e de novo.
Nota: 9,0!













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