CRÍTICA - Malévola

Parece que a Disney encontrou a fórmula correta para adaptar seus clássicos contos de fadas. Presenciamos isso pela primeira vez com Frozen, no qual os valores da história foram alterados e o conto de fadas deixou de ser uma história de amor com príncipe encantado, para explorar um amor mais puro, mais verdadeiro. O mesmo acontece agora com Malévola, o conto da Bela Adormecida contado com foco na vilã da história.


Pra começar, já devo dizer que o filme não seria nada sem a presença de Angelina Jolie. Ela está perfeita, provando mais uma vez ser uma atriz excepcional. Sua personificação de Malévola é um dos principais fatores que deixam o filme tão incrível. Ela é sarcástica, cruel e rancorosa, mas nada disso vem sem uma justificativa​, e muito menos sobrepuja os valores de fada com os quais ela cresceu.​ Mas a maior certeza que fica é que Malévola é Jolie, e vice-e-versa. Os demais membros do elenco não deixam muito a desejar também, mas o destaque fica todo com Jolie.



A reforma que foi realizada no conto da Bela Adormecida para este filme, é singela e cria uma empatia maior com o público. E apesar do roteiro ser previsível (pelo menos para mim foi), a história preserva os seus valores do início ao fim, e a sensação que se tem ao final da trama, é que esta reforma deixou o conto ainda mais belo, com uma mensagem central ainda mais forte e ainda mais universal, não sendo difícil arrancar algumas lágrimas dos espectadores.

Nos quesitos técnicos, o filme também acerta em cheio! A fotografia empregada no filme faz com que tudo fique ainda mais belo e aumenta muito o tom de fantasia. A trilha sonora é empolgante e consegue acompanhar a história, emocionando-nos e alegrando-nos. E por fim, os efeitos visuais não são dos melhores e parecem ter sido investidos mais em alguns elementos do filme, como as fadas, por exemplo, que estão perfeitas. Mas isso não chega a prejudicar o filme, chega até mesmo a aumentar o clima do filme, que com todos esses fatores unidos, vira uma experiência inesquecível.


Mas, para não dizer que sou todo elogios à Malévola, devo dizer que encontrei um erro incômodo no filme. O seu tempo de duração. Não que a história não tenha sido bem trabalhada em seu tempo, mas o filme é tão encantador, que queremos mais tempo, o que vemos não é o suficiente. E outro sentimento que fica é o medo. Medo de que a Disney faça agora com todas as suas histórias, o que fez com Frozen e Malévola. A fórmula pode ter funcionado nestes dois filmes, mas pode vir a causar desgaste no futuro. Então, cuidado Disney!


Mas no fim de tudo, dentro das minhas preferências, devo admitir que até o momento, Malévola é o melhor filme de 2014 para mim. Tirando os dois pontos citados acima, que nem mesmo chegam a ser pontos negativos, apenas de atenção, o filme está perfeito. É ótimo sair da sala de cinema satisfeito com o que se viu, feliz com o trabalho que foi entregue, e com a mente a mil, banhada pela imaginação e pela fantasia. Malévola conseguiu superar as expectativas, e deve ser visto!

Nota: 10,0!

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