CRÍTICA - Quarteto Fantástico

Depois de oito anos sem um filme do Quarteto, a Fox decide mais uma vez investir nos personagens. E mais uma vez erraram feio.


No filme, quatro cientistas adolescentes, Reed, Sue, Johnny e Victor, trabalham em um projeto que revelou existir uma dimensão alternativa. Com a intenção de explorar o lugar antes do governo o grupo ausenta Sue e chama Ben, que é amigo de Reed. Quando os planos falham, três deles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Com esses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell).


Vamos nos concentrar nas partes boas do filme primeiro, o que não são muitas. Um dos grandes pontos do filme é Reed, Miles Teller é um bom ator e conseguiu fazer muito mais do que o roteiro nos passa para o "Sr. Fantástico". O filme parece que foi construído sobre o personagem dele, tanto que os outros ficam completamente rasos e sem muito porque.


Outro ponto positivo do filme é o clima. O diretor Josh Trank deu um clima de terror cientifico muito bom. A transformação do quarteto chega a ser angustiante e faz lembrar um pouco de "A Mosca". Outra referencia nítida é "Scanners" de David Cronenberg, aquele filme em que a cabeça das pessoas
explodem. E termina por aí as coisas boas do filme.


Até a parte boa tem um lado ruim, porque o fato de Reed ganhar destaque, faz os outros do quarteto não serem importantes e o roteiro não ajuda com que isso aconteça. Todos os personagem são sem graça e não possuem atrativos nenhum. Johnny Storm que é engraçado e divertido nos quadrinhos, aqui é um adolescente sem graça, que faz rachas e acha que é o dono da verdade. Sue não tem
importância, a não ser fazer ciúmes para Victor Von Doom, que por sua vez não tem motivação para fazer o que fez. E Ben, bom, nada de memorável para ele, apenas depressão. E a ficção cientifica do filme é apenas algumas frases difíceis e o conceito de outra dimensão, só, tudo muito raso.


O filme tem muitas ideias que não levam a lugar nenhum, muitas coisas sem sentido. Uma delas, só para citar, é o fato de Reed Richards ir embora e isso não influenciar em nada, não gera drama, pois todos aceitam ele de volta sem grandes problemas, apenas Ben continua com raiva, mas depois volta a falar com o amigo sem nem ao menos conversar.


Os trailers do filme mostram muitas cenas extras que foram excluídas pela Fox e que talvez mudassem um pouco o filme, pois da pra perceber que algumas delas são de ação que é o que falta nesse filme. Isso prova que um dos grandes problemas é a Fox para este filme. O clímax é risível, e acontece sem nenhum ligamento, de repente estamos em meio a uma luta muito mal coreografada dos anos 2000. Assim como os efeitos.


Resumindo, o filme é de longe o que deveria ter sido em muitos aspectos, ainda mais nessa época em que vivemos, na era de ouro dos filmes de heróis. Ele tentou ser um filme de super-heróis, mas falho miseravelmente, o maior erro do filme é se chamar Quarteto Fantástico.

Nota: 4,0!


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