Dossiê Quarteto Fantástico: O que aconteceu?
Esse ano foi um ano de muita expectativa e apreensão. Depois de 7 anos sem qualquer filme da tão adorada familia dos quadrinhos, a Fox finalmente se movimentou e nos trouxe, quase a ponto de perder os direitos, Quarteto Fantástico. No começo era tudo diferente, teriamos Adrien Brody como e Sr. Fantástico e Kiefer Sutherland como o Coisa. Depois disso Kit Harington (Jon Snow) e Richard Madden foram cotados para o papel principal, Saoirse Ronan seria a Mulher Invisível, mas nada disso aconteceu.
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| Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan, Jamie Bell |
Como muitas coisas hoje em dia, o filme logo em sua produção começou a gerar polêmicas, não pelo falto do, até então, ótimo diretor iniciante Josh Trank, mas sim por trazer um Tocha Humana completamente diferente dos quadrinhos, um tocha negro, interpretado por Michael B. Jordan. Claro, eu não vejo problema nenhum nisso, mas a internet pareceu ver e foi aí que começou os problemas do filme, pelo menos com a internet, pois a produção já estava complicada desde muito tempo.
A produção do filme começou conturbada. Segundo o diretor Josh Trank, ele havia chegado na Fox com um humor completamente diferente do que foi recebido, segundo ele a empresa o pressionou logo no começo da produção e isso fez com que ele mudasse de receptivo para mais introspectivo. E isso foi o começo do fracasso de Quarteto Fantástico.
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| Josh Trank |
O roteiro do filme foi trabalhado e retrabalhado varias vezes, passou por várias mentes diferentes e cada uma querendo dar sua visão para o filme e muito da ideia original, sendo ela boa ou não, se perdeu nesse caminho. Talvez fossemos ver algo sobre o Tocha Humana negro sendo discutido, algo sério refletindo o que os Estados Unidos estão passando no momento, mas fica aqui apenas o talvez, pois no resultado final nada disso é se quer subentendido. Temos um Tocha Humana negro apenas por ter, para deixar a família mais Século 21, tá bom, sei.
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| Michael B. Jordan (Tocha Humana) |
Antes fosse apenas o roteiro o problema do filme. A produção foi uma das mais conturbadas e mais faladas dos últimos tempos. Motivo: Josh Trank x Fox (que filme!). O diretor chegou no estúdio para fazer o filme que ele tinha na cabeça e achou que o estúdio ia concordar com isso, houveram muitas imposições, muitos vetos o que foi deixando Trank cada vez mais de saco cheio com a produção, o levando a decidir não dar mais tanta atenção para o filme. Ele começou a ficar quieto no canto, não participava das discussões nem das edições para saber onde o filme estava chegando. Simon Kimberg, o produtor do filme que também é produtor dos outros filmes da Fox, como X-Men, ficava perdido nos sets de filmagens porque o diretor ficava isolado e não tirava as dúvidas do estúdio.
Isso tudo foi um prato cheio para os jornalistas e sites especializados. Noticias saíram sobre isso e mais bastidores foram revelados, um deles é que os cachorros de Trank viraram a casa que ele alugava de cabeça para baixo e isso havia custado 100 mil dólares para os cofres da Fox. Olhando tudo isso, a Disney e a LucasFilm, isso mesmo, que contratariam Trank para dirigir um dos filmes spin-off de Star Wars, decidiram demitir o diretor para evitar problemas futuros. Mas claro, ele alegou que se demitiu por não querer passar mais por essa pressão, e negou tudo, desde o isolamento até os cachorros, foi negado por Josh Trank, dizendo que isso tudo era intriga da imprensa maldosa que essa rejeição por ele era surreal (não neste caso, pois muitas dessas coisas foram confirmadas).
Trank parecia estar constantemente com raiva nos sets de filmagens, talvez por tudo isso que você já leu. A maioria das ideias e dicas de direção que ele dava era jogada para os atores, Trank não tinha muitas afinidades com Kate Mara que interpreta a Mulher-Invisível. E o fato de estar com esse comportamento agressivo e Miles Teller sempre responder com seu, rotineiro, sarcasmo e ironia , levou com que o diretor e Teller fossem as vias de fato, se encararam frente a frente e só não começaram uma briga porque foram separados. Olha o clima!
E então depois disso tudo é claro que a Fox ia interferir em tudo. Na ilha de edição do filme, não fez questão de chamar o diretor para ajudar em um dos mais importantes processos do filme. Com isso tudo, os executivos chegaram a conclusão das, já tão comuns, refilmagens, mas dessa vez sem Josh Trank. Chamaram um certo diretor de X-Men: Primeira Classe, Matthew vaughn para fazer as cenas de ação no final do filme, mas com um roteiro péssimo e chamado as pressas, ele não tinha muito o que fazer. E vendo o resultado Josh Trank falou que o que vimos no cinema, não foi o filme que ele gravou e seria muito melhor que o resultado final.
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| Matthew Vaughn |
Depois de toda a montagem, saiu o que a gente viu no cinema. Um filme que não sabe o que quer, que se perde em tudo que quer apresentar. Mas de quem é a culpa? Do estúdio? Do diretor? Ou dos dois que já começaram tudo errado e foram jogando para frente sem resolver o problema? O futuro do Quarteto é incerto, a Fox vai amargar milhões e milhões em prejuízo. Será que não é hora de desistir? Porque o fato é que o estúdio não confiou no diretor e o diretor não conseguiu lidar com a pressão, uma combinação bombástica já vista tantas e tantas vezes.









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