CRÍTICA - What We Do in the Shadows
Você pode ter visto muitos filmes no estilo documentário, mas nunca viu nenhum igual a What We Do in the Shadows.
Viago, Vladislav, Deacon, e Petyr são vampiros que dividem uma casa em Wellington, na nova Zelândia. Viago, Vladislav e Deacon são vampiros centenários acostumados com épocas diferentes da história, mas mesmo assim acostumados com as pessoas. Petyr é muito mais antigo, os seus 8 mil anos de idade fizeram com que ele se tornasse um pouco anti-social até com seus próprios colegas de casa.
O filme é genial, o fato de ser um documentário focado na vida dos vampiros e ser uma comédia deixa tudo muito mais legal. A cena inicial é impagável, pois percebemos que os vampiros estão realmente adorando ser documentados. E os adendos em off são muito legais, como o detalhe de que todos os câmeras estão usando crucifixos para evitar acidentes.
Os quatro vampiros são completamente diferentes. Viago é o primeiro que conhecemos e ele tem um estilo mais polido, gosta das coisas limpas e arrumadas, a cena da reunião que todos discutem o fato de ninguém lavar a louça é hilária, percebemos também que ele é um eterno apaixonado.
Vladislav é o impetuoso, ou pelo menos se torna um quando está triste. O personagem dele foi inspirado em um dos mais conhecidos vampiros do mundo, Vlad, o Empalador ou Conde Drácula. Ele também tem seu nêmesis, A Besta, e o encontro dos dois é demais!
Deacon é o amante e passional, não gosta de ser irritado e muito menos copiado, e também não é muito fã de mudanças. Ele possui uma criada que faz a limpeza de todo o sangue da casa enquanto eles estão dormindo.
E chegamos a Petyr, o mais clássico entre todos eles. Inspirado em um dos primeiros vampiros da história do cinema, Conde Orlok do filme mudo de 1922 "Nosferatu". Qualquer um que coloque os olhos nele fica incomodado, por isso ele vive em uma cripta de mármore no porão da casa, de onde não deve sair por muito tempo.
O filme tem uma cena mostrando a história dos vampiros nas épocas, que eu considero uma das melhores, pois situa muito bem e coloca você muito dentro da história do filme. Essa cena serve como uma grande homenagem ao cinema do estilo, que acaba fazendo de toda a obra uma grande homenagem.
Mas não é só desses quatro que o filme fala. Os vampiros precisam se alimentar e a criada de Deacon (que também quer se tornar vampira) trás pessoas aparentemente virgem para que eles comam, mas a ideia sai um pouco errada e isso muda completamente a vidinha dos vampiros.
O filme é extremamente engraçado, com tiradas geniais e momentos hilários, desde zumbis à lobisomens. Com atuações caricatas e cativantes, What We Do in the Shadows é hilário, inteligente e um respiro criativo muito bom nos dias de hoje. Um dos melhores filmes do ano!














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