CRÍTICA - A Grande Aposta
A Grande Aposta é um ótimo filme, que provavelmente teria angariado muitos fãs e até alcançado um lugar melhor na corrida do Oscar, se não quisesse ser tão especifico com termos técnicos.
Michael Burry (Christian Bale) é o dono de uma empresa de médio porte, que decide investir muito dinheiro do fundo que coordena ao apostar que o sistema imobiliário nos Estados Unidos irá quebrar em breve. Tal decisão gera complicações junto aos investidores, já que nunca antes alguém havia apostado contra o sistema e levado vantagem. Ao saber destes investimentos, o corretor Jared Vennett (Ryan Gosling) percebe a oportunidade e passa a oferecê-la a seus clientes. Um deles é Mark Baum (Steve Carell), o dono de uma corretora que enfrenta problemas pessoais desde que seu irmão se suicidou. Paralelamente, dois iniciantes na Bolsa de Valores percebem que podem ganhar muito dinheiro ao apostar na crise imobiliária e, para tanto, pedem ajuda a um guru de Wall Street, Ben Rickert (Brad Pitt), que vive recluso.
Adam McKay é um diretor de comédia e essa bagagem veio em peso para A Grande Aposta, pois é nítida a ironia que o filme deixa implícita desde o começo e a grande arma secreta para isso é a quebra da quarta parede. Margot Robbie e Selena Gomez estão no filme apenas para nos explicar os termos mais difíceis, o que não significa que os outros não são. Para o grande público o filme será extremamente difícil de se entender.
O elenco gigantesco e com grandes nomes está bem no filme, alguns trazem comédia como bagagem então fica um pouco difícil de não achar engraçado quando algum deles está em cena, mas nada que prejudique o filme. Christian Bale que foi indicado ao Oscar, esse sim se destaca de todos os outros por sua atuação estranha e intensa como um workaholic que descobre a bolha.
Mas um dos grandes problemas do filme é esconder o sentimento que quer passar, o fato de várias pessoas terem ficados sem casa, terem se suicidado e perdido tudo, é pouco abordado no filme, mas quando toma conta da projeção dá uma cara completamente diferente para o filme e engrandece toda a projeção.
Um filme que desde o Clube da Luta não faz uma crítica tão forte ao jeito americano de viver, com uma edição primorosa, merecia um apelo maior para todo o público, pois assim muito mais pessoas poderia absorver tudo que o filme passa. Uma pena que ele passara desapercebido pela maioria das pessoas.
Nota: 8,5!







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