CRÍTICA - O Quarto de Jack
Um poderoso filme sobre o quão forte é o amor de uma mãe pelo seu filhos, mas com muito mais que isso, dando espaço para filosofarmos sobre a vida e tudo que nos cerca.
Joy (Brie Larson) e seu filho Jack (Jacob Tremblay) vivem isolados em um quarto. O único contato que ambos têm com o mundo exterior é a visita periódica do Velho Nick (Sean Bridgers), que os mantém em cativeiro. Joy faz o possível para tornar suportável a vida no local, mas não vê a hora de deixá-lo. Para tanto, elabora um plano em que, com a ajuda do filho, poderá enganar Nick e retornar à realidade.
O filme era considerado inadaptável, seja por seu conteúdo ou por se tratar de um livro em que a história se passa grande parte dentro de um quarto. Mas eis que em 2015 o filme chega as telas de cinema e é indicado ao Oscar.
O trabalho do diretor aqui é muito importante, não só por deixar o filme, quando está dentro do quarto, completamente dinâmico e sem nos fazer perder o interesse, mas também por conseguir uma boa atuação de uma criança. Outro bom ponto do filme é o roteiro, que tem vários toques filosóficos que nos fazem pensar sobre a vida e como lidamos com as coisas do nosso dia-a-dia.
Brie Larson entrega um papel muito constante, todo o sofrimento de sua personagem é visto no rosto acabado e com olheiras, quando é preciso uma atuação mais forte ela também não decepciona, provando que mereceu o Oscar de Melhor Atriz. Jacob Tremblay é a grande revelação do filme, com uma ótima atuação para um menino de 9 anos, que deveria sim ter sido indicado a melhor ator e não é por nada que ele está dominando Hollywood e conquistando o coração do mundo.
O filme é forte, pesado e bonito, mostrando o quão forte é o amor de mãe para filho e o que o amor pode fazer para mudar as coisas. Ele também nos faz pensar na nossa vida, dar valor para o que temos e para a liberdade que temos. O Quarto de Jack é um filmaço que tem que ser visto por todos.
Nota: 10,0!







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