CRÍTICA - Need For Speed


Repleto de clichês e um tanto mirabolante, Need For Speed consegue cumprir com o seu objetivo: entreter o público com carros correndo em alta velocidade e fazendo manobras absurdas e impossíveis.

Aaron Paul, o Jesse Pinkman de Breaking Bad, vive Tobey Marshall, um corredor que foi indiciado injustamente pela morte de um amigo após um acidente em uma corrida. Quando sai da prisão, tudo o que Tobey quer é vingar a morte do amigo, e pretende fazer isso em grande estilo, vencendo o verdadeiro culpado, Dino Brewster (Dominic Cooper), em uma corrida.

As cenas de ação com carros são muito bem trabalhadas, e o filme funciona muito melhor quando elas tomam conta da tela.  Em muitos momentos, percebe-se que os atores não usaram dublês, o que torna tudo ainda mais incrível.

O roteiro do filme é recheado de frases clichês e não traz grandes novidades e nem mesmo uma história grandiosa. As atuações são de nível mediano. Aaron Paul consegue encarnar bem o bad boy que quer vingança, mesmo não me convencendo completamente. Michael Keaton faz o que sabe fazer de melhor: um personagem babaca e inexpressivo. Agora, quem merece uma salva de palmas é Imogen Poots. A atriz rouba a cena com sua beleza única e sua personagem forte, deixando-nos com um gostinho de quero mais.

A fotografia e a trilha sonora são dois pontos positivos gritantes aqui. Chegam a destoar do filme, como se não fizessem parte do mesmo. Mesmo sendo um filme nada marcante, Need For Speed cumpre com o proposto, e serve muito bem para uma sessão de entretenimento.

Nota: 7,0.

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