CRÍTICA – Ninfomaníaca: Volume 1 e 2


Divulgado como um filme pornô artístico e com atores famosos, Ninfomaníaca agitou os sites de cinema prometendo polêmica. O filme teria 5 horas de duração, mas foi reduzido para 4, e no fim das contas, tornou-se um filme de drama, com nudez a cada cinco minutos, um roteiro repleto de diálogos obscenos e com uma e outra cena de sexo explícito, nada muito chocante, mas ainda assim causando desconforto.

Encontrada em um beco, com ferimentos de espancamento, Joe é abrigada por um desconhecido, chamado Seligman. Ele lhe dá comida, cama e roupas limpas, e pergunta a ela o que lhe aconteceu. Assim, naturalmente, Joe começa a lhe contar toda sua história de vida, focando em sua ninfomania, autodiagnosticada quando ainda criança.

As interpretações são convincentes, com destaque para Charlotte Gainsbourg, que esqueceu sua própria vida e encarnou a ninfomaníaca Joe, e Stellan Skarsgard, como o inocente Seligman. Mas quem merece uma menção honrosa, por ter roubado o filme em apenas uma cena é Uma Thurman. A atriz aparece por poucos minutos, mas prova ser uma atriz subaproveitada que tem muito a oferecer.


Outra atriz que também se destaca é Stacy Martin, que interpreta Joe em sua juventude. Além de ser o seu primeiro trabalho, e ainda ser em um filme de Lars Von Trier, a garota teve varias taréfas difíceis. Atuar completamente nua, aparentemente (como dizem as polêmicas) transar com Shia Labeouf e ainda viver a vida de Joe em seu momento mais sem limites.


Um dos pontos que incomoda no filme é a falta de tilha sonora. O clima totalmente cru do filme lembra muito Dogville, do próprio Trier. Em dois momentos apenas ouvimos a trilha sonora, no começo Rammstein, Ninfomaniac. E no meio do filme levamos um susto com AC/DC no último volume. O silêncio do filme parece querer nos fazer sentir desconfortáveis e envergonhados ao mesmo tempo. 

Lars Von Trier aqui nesses dois filmes não inova, não muda, está no seu padrão. Nada de surpresas na sua direção. Longos takes sem corte nenhum para que possamos entender as minucias de cada cena e cada expressão que se passa pelas personagens. Ao ouvirmos o nome de Trier ficamos com medo, mas de nada precisamos temer com Ninfomaníaca.

Nota: 6,5!

Comentários

Postagens mais visitadas