CRÍTICA - Sem Escalas


Deixando-nos com os nervos a flor da pele, Sem Escalas é o filme perfeito para quem gosta de uma trama de ação com suspense bem elaborada, daquelas que mexem com os nossos sentimentos e nos levam involuntariamente a fazer caretas e segurar a respiração.

Liam Neeson vive Bill Marks, um agente federal aéreo que sofre com o alcoolismo advindo da perda de sua filha de oito anos para o câncer. Quando embarca em um avião com destino a Londres, tudo o que Bill quer é que a viagem acabe logo, pois odeia voar. Mas, quando tudo parecia tranquilo, e a tensão da decolagem havia passado, passa a receber mensagens de texto de um dos passageiros do avião, afirmando que irá assassinar uma pessoa a cada 20 minutos se 150 milhões de dólares não forem depositadas em uma conta.

É então que começa a busca desenfreada de Bill pelo passageiro autor das mensagens. Desde o início do filme somos apresentados de forma mais íntima a certos passageiros, criando inúmeros suspeitos em nossa mente. Quer uma dica? Não tente adivinhar quem é o vilão, você mudará de opinião a cada cinco minutos. E isso se deve, é claro, ao excelente roteiro, que consegue capturar a atenção do espectador com maestria.

É claro que o filme conta com exageros típicos de filmes de ação, com o tipo de situações em que você se questiona se isso seria possível na vida real. Mas isso não chega a ser exatamente um fator negativo, pois é bem utilizado e diverte. O clímax do filme faz com que a produção seja daquelas proibidas a serem exibidas durante voos. E caso você voe muito, acho que não seria muito recomendado assistir ao filme.

O elenco consegue trabalhar bem. Liam Neeson mostra que é possível ser um excelente ator de ação mesmo aos 60 anos. E o que torna tudo diferente aqui, é que Neeson não é apenas um ator de ação, é um bom ator. Julianne Moore tem um papel pouco expressivo, mas o tira de letra. Lupita Nyong’o, a vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante deste ano, também aparece, mas tem apenas umas cinco falas no filme. Quem merece ser mencionada também é Michelle Dockery, a comissária de bordo Nancy, que é uma excelente atriz, daquelas que sabem expressar bem os sentimentos de seus personagens através dos olhos.

De forma geral, Sem Escalas é um filme que surpreende e supera as expectativas, mesmo sendo um filme pipoca. Com certeza vale a pena gastar o valor do ingresso e gastar duas horas de seu tempo, que aliás passam num piscar de olhos!

Nota: 8,5.

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