CRÍTICA - Capitão América 2: O Soldado Invernal
Quando todos pensavam que a Marvel havia entregado o seu melhor com Os Vingadores, e que nenhum filme de super-heróis pudesse superá-lo, a não ser talvez a sua própria continuação, surge Capitão América 2 – O Soldado Invernal, provando que um herói em um filme solo também consegue ser incrível. Até porque, não havia ninguém além da Viúva Negra e do Falcão para ajudá-lo, mas falaremos disso mais pra frente.
O filme começa em tom de brincadeira, com Steve Rogers, o Capitão, gabando-se de seus poderes e Viúva Negra tirando onda da sua idade. Logo ambos são direcionados à uma missão, onde mais algumas piadinhas surgem. No entanto, logo os diálogos cômicos vão dando lugar a assuntos mais sérios, que envolvem conspirações e a segurança da própria S.H.I.E.L.D. (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão, caso alguém ainda tenha dúvida), agência responsável por unir os Vingadores e garantir a paz mundial.
O roteiro vai aos poucos se mostrando o mais sério e mais bem elaborado de todos os filmes da Marvel, e possivelmente também de todos os filmes de super-herói. As reviravoltas e surpresas vão surgindo quando menos esperamos, e ele até mesmo nos engana. Tendo sido o Vingador mais menosprezado, Capitão América surge aqui como um dos mais poderosos, consagrando-se como um herói pop.
Aqui as cenas de ação deixam de ser, inicialmente, repletas de efeitos visuais e explosões mirabolantes. Temos lutas cruas, corpo a corpo, que há tempos não víamos em um filme que envolve espionagem (desde Bourne e sua caneta). Elas permeiam a tensão durante toda a trama, e Capitão América faz milagres com o seu escudo. Falando em escudo, uma coisa que fica bem clara nesse filme é que Cap. é a S.H.I.E.L.D. Ele está diretamente ligado à criação da organização, que, acredito eu, tenha recebido esse nome em sua homenagem. (Shield = Escudo, alguém mais?).
E a grande frase do filme, “Não confie em ninguém”, se prova verdadeira e necessária para Steve Rogers, tendo que combater o inimigo dentro da própria S.H.I.E.L.D., onde qualquer agente pode ser uma potencial ameaça. E ainda se preocupar com o seu maior perigo, o Soldado Invernal, um implacável assassino, que mesmo tendo três falas no filme consegue meter medo e quando o vemos chegando, sabemos que vem encrenca. E fica uma ponta de dúvida, será que os outros Vingadores não poderiam ter aparecido? Será que apenas Viúva Negra e o recém-chegado Falcão (que alias é MUITO LEGAL) ajudariam?
Destaque para Natasha Romanoff. A Viúva mostra porque se tornou a heroína favorita de todos, pois seu papel aqui é importante e significativo, mostrando ainda mais os seus dotes e a atuação de Scarlett Johansson, como uma poderosa mulher que merece seu filme solo.
Resumindo, Capitão América está ao lado dos Vingadores como o melhor filme da Marvel, e em vários aspectos consegue ser muito superior que o filme do grupo unido. E a sua ligação, nunca antes vista na história, com a série “Agents of S.H.I.E.L.D.”, deixa o Universo Marvel ainda mais interessante e viciante. E isso faz com que Capitão América 2 – O Soldado Invernal se torne um filme histórico para a Marvel. E para os fãs como nós.
P.S: A cena pós-créditos é praticamente o inicio de Vingadores 2, e a segunda, é a Marvel querendo dizer que as coisas mudaram muito!
Nota: 10,0!





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