CRÍTICA - Toque de Mestre
Repleto de mistério, tensão e cenas completamente bem montadas com uma câmera que não tem medo de dançar pelo cenário. Grand Piano (Toque de Mestre) é um bom filme para quem quer mistério e um ar de Hitchcock.
Elijah Wood é Tom Selznick, um jovem pianista assombrado pela opinião pública por travar em sua grande apresentação há cinco anos atrás, tentando tocar a musica intocável “La Cinquette”. Tom vive os cinco anos seguidos do grande evento, a sombra de sua mulher, a atriz internacionalmente conhecida, Emma Selznick. E é ela que insiste que ele volte para os holofotes e volte a tocar.
E assim ele faz, volta para os palcos para tocar. Mas algo da errado, um assassino aparece dizendo que matará sua mulher se Selznick parar de tocar.
A partir daí o filme se desenvolve em uma desesperada vitima que não pode parar de tocar, e um psicótico admirador assassino. Hitchcock faria algo mais possessivo do que vemos na tela, mas os diretores conseguem emular perfeitamente o medo do pianista e o desespero da sua impotência tentando fazer de tudo para se livrar.
A trilha sonora é uma atração à parte! Por ser um concerto a trilha é composta pelos próprios músicos que estão participando do evento, e isso é realmente diferente. E outro ponto realmente interessante é a câmera, ela passeia pelo set e acompanha os personagens, os poucos cortes tornam o filme mais cadenciado, parecendo que a uma hora e meia do filme cheguem a quase duas horas.
No final das contas, o mistério sustenta a trama, e as cenas tensas de que qualquer coisa pode acontecer, é de roer as unhas. Embora o final, a resolução e a resposta para tudo isso, deixa tudo mais fraco, pois após um gigantesco McGuffin, o filme se resume a uma coisa fútil, que um toque de Hitchcock, ou um “Toque de Mestre”, fecharia com maestria.
E uma frase fica ao final do filme: “Eles nunca sabem”.
Nota: 8,0!






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