CRÍTICA - Divergente
Prometendo ser competição para a série Jogos Vorazes, Divergente chega trazendo vários dos elementos existentes nessa e em outras obras anteriormente lançadas, embora não convença tanto quanto os filmes estrelados por Jennifer Lawrence.
Shailene Woodley vive Tris, antes chamada Beatrice Prior, a personagem principal de Divergente, filme baseado no livro homônimo da americana Veronica Roth. Logo no início do filme somos apresentados à uma sociedade distópica no futuro. Somos informados de que houve uma guerra, sem mais detalhes de quem possa ter iniciado ou contra quem foi essa guerra. Também sabemos que o resto do mundo foi destruído e que apenas o que restou foi a cidade de Chicago, que agora vive entre enormes cercas que protegem a cidade contra... Não se sabe.
A sociedade nessa nova realidade foi dividida em cinco facções, tendo cada uma a sua função. Temos a Erudição, responsável pelas invenções, a Franqueza, que cuida da justiça da cidade, a Amizade, responsável pelo cultivo de alimentos, a Audácia, que representa a polícia do local, e a Abnegação, que trabalha em prol dos outros. Por não ter interesses próprios, cabe a esta última o governo da cidade.
Quando alcançam certa idade, os jovens da cidade devem comparecer a colheita para serem selecionados para uma das casas de Hogwarts... Ops, não é isso! Eles devem comparecer à um teste para saberem qual facção melhor lhe cabe, para auxiliá-los a escolher aquela na qual passarão o resto de suas vidas. E é claro, o teste de Tris tinha de ser inconclusivo, tornando-a assim Divergente, alguém que pode viver em qualquer facção. A garota escolhe vier na Audácia, deixando sua família e antiga facção, a Abnegação. Acho que a garota estava cansada de servir aos outros. É aí que começa a aventura do filme, com o treinamento e os desafios de Tris na Audácia, que também poderia muito bem ser batizada de Arruaça (assista e entenda).
O roteiro deixa muitas perguntas na cabeça dos espectadores. Pelo menos na daqueles que querem explicações para o que estão assistindo. E o fato de não tentar situar melhor quem está assistindo é algo que incomoda. A heroína é construída com certo cuidado, conseguindo até mesmo fazer com que nos importemos com ela, mas é impossível fugir do sentimento de que ela é um pouco egoísta, mas dane-se, ela é Divergente.
As atuações cumprem o seu objetivo, com destaque para Shailene Woodley, que em uma das cenas pode até mesmo fazer você chorar, Ashley Judd, atriz que vive sendo subaproveitada, e Kate Winslet, que conseguiu ser odiável. As cenas do filme são bem trabalhadas, com bons efeitos visuais e uma trilha sonora agradável. No fim, Divergente acabou sendo um filme muito melhor do que eu esperava, superando minhas expectativas. Eu até mesmo deixo que ele seja comparado com Jogos Vorazes, mas Divergente não consegue igualar-se ou superar a excelência da saga de Katniss Everdeen.
Nota: 8,0.






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