CRÍTICA - Batman vs Superman: A Origem da Justiça
Por Kainã.
Assim como em “O Homem de Aço” a DC e seu universo
levantam mais brigas do que união, sejam os críticos fazendo apenas o trabalho
deles que é necessário ou os fãs enlouquecidos para defender com unhas e dentes
o filme que tanto gostaram. O fato é que esse sentimento não deveria existir e
se existe é porque algo está errado.
A sinopse nos diz que o confronto entre Superman
(Henry Cavill) e Zod em Metrópolis fez com que a população mundial se dividisse
acerca da existência de extra-terrestres na Terra. Enquanto muitos consideram o
Superman como um novo deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que
haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne (Ben
Affleck) é um dos que acreditam nesta segunda hipótese. Sob o manto de um
Batman violento e obcecado, ele investiga o laboratório de Lex Luthor (Jesse
Eisenberg), que descobriu uma pedra verde que consegue eliminar e enfraquecer
os kryptonianos.
O dito “combate mais esperado do século” finalmente
chegou aos cinemas, mas não é como esperávamos, poucas coisas realmente boas se
destacam em um filme que deveria ser o pilar para o universo da DC nos cinemas,
e agora somos agraciados por frases do diretor e o elenco dizendo que o filme é
para os fãs, ou seja, não pensaram no grande público que paga o filme e que quer
ver uma obra boa e divertida.
O filme que começou sendo uma sequência para O
Homem de Aço, mas acabou tendo o Batman e a Mulher Maravilha como destaque, só
nos mostra uma coisa: Nem a DC se importa com o Superman. Se no primeiro filme
todos diziam que ele ainda não estava pronto e ainda não era o herói que todos
esperavam, não deveria haver desculpas para neste filme ele não ser o
verdadeiro Superman, mas ele não é. Seja pela culpa constante que ele sente por
ter destruído tudo no seu filme, por não ter conseguido o amor incondicional de
todo o planeta terra ou por não poder desistir de tudo e viver com Louis Lane.
O fato é que aqui o Superman continua sem carisma nenhum e parece que todas as
cenas em que ele salva pessoas ou faz grandes atos, estão ali apenas para dizer
que ele é Super e não para nos afeiçoarmos por ele, pois como vamos gostar dele
se tudo que ele ouve e realmente salva é Louis Lane?
O Batman que temos neste filme é provavelmente o
que possui a melhor roupa, mais bem desenha e também o que deve ser mais rico
de todas as outras encarnações do Morcego. Sua roupa é uma verdadeira armadura
que reflete absolutamente tudo, mas nem tudo são flores. Se no começo do filme
temos um Batman que dá medo simplesmente por ser o Batman, a cena dele grudado
na parede é uma das melhores do filme, já no final o medo é de que ele
simplesmente queira matar todos só porque sim. O Homem Morcego de Zack Snyder
mata sem qualquer piedade, quebrando um dos pilares do personagem nos
quadrinhos, coisa que aconteceu com Superman no primeiro filme e gerou
polêmica, mas isso não acontece com esse filme, porque ele é o Batman? E assim
como Superman ele não tem carisma, está carrancudo durante todas as duas horas
e meia de filme e mesmo quando está como Bruce Wayne parece não estar
aproveitando o momento.
O embate entre os dois? O embate épico que tanto
falaram? Bom, dura dez minutos no máximo é consiste em um jogar o outro na parede, então não tem muito o que falar
sobre. O que podemos dizer que é a resolução de tudo é ridícula e risível para
todo o clima de “seriedade” que eles tentam passar com o filme. Batman tentando
se provar acima de tudo e não para realmente salvar as pessoas, Superman se
achando o mais poderoso do mundo, falando que é misericordioso por não matar ou
quebrar coluna das pessoas. Como ficar ao lado desses “heróis”?
E claro, o filme ainda ganhou um subtítulo, “A
Origem da Justiça”, que parece ter sido acrescentado muito tempo depois que o
roteiro já estava escrito, pois tudo que vemos sobre a Liga da Justiça parece
ser apenas fã service e não parte do filme. Temos o maior de todos, a Mulher
Maravilha que é o ponto muito alto do filme, nem precisava estar ali porque vemos a
amazona em sua própria missão, sem nem questionar nada da trama do filme. Vemos
os arquivos dos “meta-humanos” (todos já devidamente com seus logos, mas os
arquivos não eram de Lex Luthor? Seria ele o criador da Liga?) mostrando todos
os integrantes e ainda uma participação muito especial para nos mostrar um
pouco do futuro que estar por vir. Embora eu tenha gostado dessa participação,
é completamente jogada e sem motivo além de deixar os fãs em polvorosa. E fica
o pensamento, porque não fizeram como a Marvel e incluíram esses elementos para
os fãs em uma cena fora do filme? Meio dos créditos ou algo assim? O filme é
para todos não só para fãs como o diretor e o elenco vem dizendo, isso é ignorância,
arrogância e uma babaquice sem tamanho.
Lex Luthor é legal, mas pela atuação de Jesse
Eisenberg e não o personagem em si. O roteiro para ele pode parecer bom à
primeira vista, mas se pensarmos um pouco, o que acontece nesse filme contradiz
o filme anterior e isso é inadmissível para qualquer obra que é uma
continuação. O Lex espalhafatoso e megalomaníaco é divertido, mas não nos passa
profundidade nenhuma e nenhuma certeza de que ele conseguiria manipular o ser
mais forte do universo e o maior detetive do mundo, mas ele consegue.
Resumindo, o filme tenta ser sério e profundo, com
frases pseudo-intelectuais que são genéricas e não ficam na cabeça, a todo o
momento eles tentam passar uma moral com as palavras, toda a frase tem duplo
sentido mas nenhuma consegue ser realmente profunda a ponto de ficar na nossa
cabeça. O roteiro é fraco e tem partes infantis inadmissíveis. A ação final é
completamente maluca, Snyder não consegue se fazer entender, raios e destroços escondem
o que deveria ser mostrado, câmera lenta não é usada quando deveria. O filme
que deveria ter sido unanime, estar dividindo tantas opiniões não é um bom
começo, por isso já ouvimos o diretor James Wan, que fará o filme do Aquaman,
dizendo que o filme será mais alegre e mais divertido. Claro que o filme
quebrou todos os recordes possíveis, mas isso não quer dizer que o filme é bom,
mas sim que o marketing fez seu trabalho. - E o inadmissível aconteceu em um filme que é para as grandes massas e ainda na época em que estamos vivendo, racismo! Em determinado momento em uma festa na casa de Lex vemos o Superman ir até a cozinha onde vários garçons e pessoas que estão trabalhando na festa veem televisão em ESPANHOL, o que não faz sentindo nenhum além do racismo, pois estamos nos estados unidos, porque eles veriam um canal mexicano se eles não fossem? E porque eles tem que estar na cozinha? Só por isso o filme merecia zero. -
Batman vs Superman é um começo desleixado e imaturo
para a Liga da Justiça, é um testamento de que Zack Snyder tem que sair e de
que a Warner só quer fazer dinheiro a cima de tudo, mas isso todos nós já sabíamos.
Com mais pontos ruins do que bons, sendo um grande fã service do que um filme conciso
e fechado, o filme é de longe o que o marketing está vendendo, é um filme
chato.
Nota: 5,0!










Batman é um super-herói envolta em mistério, escuridão, força e fúria. Eu acho que o papel foi deixado para Ben Aflleck porque reflete todas as características do personagem. Anteriormente, ele havia trabalhado um super-herói em Daredevil. No início do filme é um pouco lento, no entanto, é necessário fornecer o contexto e tem ação, drama, mal, desespero, romance, tudo que você precisa para ficar no banco.
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