CRÍTICA - Bruxa de Blair


Com uma campanha de marketing tentando fazer mistério, assim como o clássico de 1999, o filme chegou com outro nome, o enigmático “The Woods”, com um trailer que realmente empolgava e parecia diferente da onda de filmes com espíritos que estamos vivendo, mas então se revelou ser mais um filme no universo de Bruxa de Blair, mas nem isso salvou.

No filme um grupo de amigos de Milwaukee, decide adentrar uma floresta conhecida como amaldiçoada, para tentar encontrar a irmã de um deles que desapareceu ali. Com a ajuda de dois locais, eles vão fundo na floresta ignorando todos os avisos que dizem para não permanecerem durante a noite no lugar. Eles acabam se dando conta tarde demais quando algo espreita pelas árvores.


O filme original de 1999 é considerado um dos predecessores do estilo found footage, ou câmera na mão, para o gênero de terror. O filme desse ano tenta trazer esse estilo novamente, mas o problema é que já estamos um pouco saturados dele. Até aí tudo bem, sendo bem feito isso é relevado, mas não é o caso. Temos tecnologias de ponta para todos os lados, câmeras portáteis na orelha, drones, go-pro, mas nada disso é usado direto, é sofrível ver a tentativa e em algumas cenas as câmeras grudadas no corpo deles estavam visivelmente tampadas e mesmo assim conseguíamos ver o que estava acontecendo. Sem falar que isso prejudicou muito os sustos.


Os atores se esforçam, mas nenhum se destaca. O relacionamento deles é confuso, o que me fez perguntar como eles são amigos. Nenhum tem um entrosamento que amigos teriam, ainda mais na situação que estavam.

Com a tentativa de atualizar a história que vimos em 1999, o filme falha miseravelmente em apresentar algo novo ou interessante para o original, ele apenas fica nas mesmas situações repetidas vezes, dando apenas um fundamento de que não podemos olhar para a bruxa. Mas estragando completamente quando decidem dar a entender que na verdade a bruxa é um alienígena.


Tentando ser muito mais do que é, com uma prepotência gigantesca em não colocar o nome da franquia nos primeiros momentos da divulgação, o filme se apoiou mais em fazer um hype gigantesco do que realmente fazer um filme bom.


Nota: 4,0!

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