CRÍTICA - Star Trek: Sem Fronteiras


J. J. Abrams em 2009 trouxe para o grande público uma nova versão de Star Trek, com novos atores, mas se passando em uma linha temporal diferente da série. Sete anos depois, sem J. J. na direção, talvez tivemos o melhor filme dessa nova franquia.

Desta vez, Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e a tripulação da Enterprise encontram-se no terceiro ano da missão de exploração do espaço prevista para durar cinco anos. Eles recebem um pedido de socorro que acaba os ligando ao maléfico vilão Krall (Idris Elba), um insurgente anti-Frota Estelar interessado em um objeto de posse do líder da nave. A Enterprise é atacada, e eles acabam em um planeta desconhecido, onde o grupo acaba sendo dividido.


Podemos certamente afirmar que um dos maiores erros do filme foi o marketing, que não quis abafar o fato do diretor Justin Lin ter dirigidos filmes malucos e Velozes e Furiosos, todos torceram o nariz quando viram o primeiro trailer cheio de explosões e com um rock alternativo tocando no último volume. Mas o filme não é nada disso, mesmo que o rock ainda esteja nele.


O filme é o melhor dessa nova franquia, é um filme que todo fã pediu, episódico e com exploração em planetas desconhecidos. Claro, a formula de blockbuster está lá, mas muito coração também. Com um sentimento maior do que os outros filmes, vemos uma Enterprise finalmente como uma família e Kirk sendo um capitão que o seu pai se orgulharia.


A ação quando é necessária, não erra, Justin Lin sabe filmes esse tipo de cena, mas aqui ela nem é tão necessária, os personagens seguram muito bem a trama sozinhos, com um texto bom e a adição da incrível Jaylah (Sofia Boutella), ela dá um ar novo para a franquia e nos faz imaginar como será a dinâmica para o próximo.


Mesmo com a tristeza da morte de Anton Yelchin e Leonard Nimoy ou até mesmo os 50 anos de Star Trek, não foi o suficiente para que o público fosse ao cinema. Um filme com um começo incrível e condizente com o que é Star Trek, Sem Fronteiras será o melhor filme da saga, que ninguém viu, mas que vão se apaixonar quando verem.

Nota: 9,0! 

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