CRÍTICA - Kubo e as Cordas Mágicas


A Laika está sempre se preocupando com o que traz para o público, não é à toa que seus últimos filmes são aclamados pela crítica, seja por sentimento, qualidade técnica ou ousadia para mostrar o primeiro personagem abertamente gay em uma animação. Kubo tem tudo isso.

No filme Kubo vive uma normal e tranquila vida em uma pequena vila no Japão com sua mãe. Até que um espírito vingativo do passado muda completamente sua vida, ao fazer com que todos os tipos de deuses e monstros o persigam. Agora, para sobreviver, Kubo terá de encontrar uma armadura mágica que foi usada pelo seu falecido pai, um lendário guerreiro samurai.


Trazendo uma mitologia completamente nova para o público, apresentando com muito cuidado, essa é uma das qualidades do filme. Ele corre quando tem que correr, mas se preocupa em nos mostrar o que está acontecendo. E o ciclo se fecha no final justamente por ter sido nos contado no começo.


O filme tem uma técnica impecável, principalmente por ainda se prender ao stop-motion, mesmo que misturando com alguns aspectos de computação gráfica, o que foi alcançado aqui é espetacular. O que só ajuda a história.


Kubo e as Cordas Mágicas é um filme que merece ser visto por toda a família, ele fala com todos por ter sentimentos que todos nós sentimos, solidão, perda e aceitação. E com uma história que pode ser interpretada completamente diferente se colocar em outro ponto de vista e o final fecha com chave de ouro toda a mitologia e a beleza do filme.



Nota: 9,0! 

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