CRÍTICA - Carrie, A Estranha
O segundo remake do intocável filme de Brian de Palma vem com uma boa diretora, Kimberly Peirce de "Meninos Não Choram", com a ótima Julianne Moore e a superestimada Chloë Grace Moretz, prometendo ser melhor que o perturbado remake antecessor, mas no final das contas não consegue ser nada.
Todo mundo já sabe a história de Carrie, né? Uma garota introspectiva e religiosa tem a primeira menstruação no chuveiro da escola, com isso todas as garotas começam a jogar absorventes e tampões nela e isso a traumatiza para sempre. Com o tempo ela percebe que tem algo errado com ela, as coisas simplesmente começam a se mover sem que ela tenha controle. Até que depois de mais uma "brincadeira" no baile da escola, ela perde o controle e começa a matar todo mundo.
Essa sinopse é simples e fácil de executar, mas parece que a diretora quis fazer algo diferente do comum, perdendo-se logo no começo. Por tentar ser diferente o filme não consegue ter sua identidade, não sabemos se ele é realmente um terror, se é um suspense, se é um filme adolescente qualquer em que vão ser mortos na floresta, ou até mesmo, um filme de origem de algum X-Men.
Digo isso pois aqui nesse filme, temos uma Carrie controlando os poderes, querendo saber mais, não usando mais as mãos para abrir nada, isso deixa o filme ainda mais infantil, pois também em nenhum momento conseguimos ver uma Carrie que tenha medo de algo e seja inocente, pois as expressões de Chloë Moretz deixam claro de que Carrie é tudo, menos inocente.
Se temos que dar o mérito para alguma coisa, daremos para a atuação de Julianne Moore, ela está muito bem no papel de mãe perturbada e fanática religiosa. Ela está com uma aparência acabada e a sua voz sussurrante gera um desconforto constante, como se a qualquer momento ela fosse gritar. E em uma cena ela consegue assustar mais que todas as cenas do filme.
O clímax do filme até que é legal, pois Chloë comanda a destruição como um maestro da morte, jogando cadeiras, pessoas, arquibancadas e colocando fogo. Pena que esta é uma cena legal em meio a um monte de coisas ruins. Porque a resolução final desta cena é apática e sem sentimento nenhum por tudo que ela causou.
No final temos uma última tentativa de deixar o filme bom, mas ela falha miseravelmente, temos a briga de Carrie com sua Mãe, que é deveras legal e de certa forma empolgante, mas no final disso temos algo que faz doer os olhos, provando que baixo orçamento é muito ruim.
Carrie, A Estranha é um filme que deve ser visto apenas se você não tiver mais nada para ver ou se for um filme brasileiro, mas o seu nível de furos e tentativas, anula completamente a história legal de Carrie, que o roteiro ruim só deixou ainda mais fraco.
Nota: 6,0.



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