CRÍTICA - Questão de Tempo
Sobre o tempo. É exatamente sobre isso que o filme fala, o que fazemos com o tempo que nos é dado, sobre como usamos esse tempo e o que podemos tirar de todos os momentos que vivemos. E quando achamos que o ano já tinha dado seus melhores frutos, eis que surge QUESTÃO DE TEMPO.
O filme nos pega com um plot que todos nós já pensamos: "E se pudéssemos voltar no tempo e consertar um erro ou então todos os erros?". E com essa premissa o filme constrói uma história original, envolvente e puramente intimista, pois acompanhamos Tim, um jovem tímido que tem como grande ambição: conseguir um amor.
Com atores carismáticos, trilha sonora envolvente e uma comedida e competente direção o filme se torna agradável e fácil de se gostar, mesmo as 2 horas e 5 minutos, parecem passar voando quando se está acompanhando a história. Não é difícil se apegar aos personagens, que são bem trabalhados sem que pareçam superficiais ou forçados. Até mesmo aqueles que pensamos ser apenas meros coadjuvantes ganham destaque importante na história.
A parte do romance se desenvolve fácil, a química entre os dois atores faz tudo parecer mais natural. A "cena" do "primeiro" encontro é uma prova disso, pois apenas com palavras nós conseguimos perceber que Tim e Mary começam a gostar um do outro. E a receita de um romance em filme é ele se passar no velho continente, Londres continua sendo a cidade dos caseis apaixonados.
O filme não se permite à clichês, o que em uma comédia romântica comum (ou na vida real) seria desastroso, aqui é completamente aceitável, pois reflete o que a história quer nos contar. Que algumas coisas podem dar errado, mas isso não significa que precisamos mudá-las, pois existem momentos que devem ser vividos apenas uma vez.
Nota: 10,0!



Comentários
Postar um comentário