CRÍTICA - O Hobbit: A Desolação de Smaug


Jogados pelas águias no topo de um mirante, admirando a Montanha Solitária, e com uma frase na cabeça "acho que não pode vir nada de pior pela frente". É assim que terminamos Uma Jornada Inesperada, tendo que esperar um ano para ver a continuação dessa história. Mas Bilbo previu o que viria.

O filme já começa confuso e estranho. Não sabemos onde todos eles estão ou quanto tempo passou, pois logo em seguida vemos que os Orcs já estão no encalço dos anões, Gandalf e Bilbo. Depois disso somos apresentados apresentados a um personagem novo: Beorn. Que nos é descrito como um amigo ou inimigo, que ajudará ou matará.

Então são anões correndo para todos os lados e de repente já estão fugindo de um urso gigante e então estão dentro da casa do anfitrião Beorn. Que quando chega na sua casa e vê todas aquelas pessoas não liga, simplesmente não se importa. Peter Jackson ignorou todo o tom de comédia da entrada do grupo na casa de Beorn.

Depois disso o filme desanda um pouco. Chegamos na floresta das trevas e Peter Jackson novamente ignora a comédia, o que é bem visível em todo o resto do filme. Por sorte a comédia é substituída pelos incrivelmente acrobáticos Elfos! Nesse filme Jackson declarou seu amor pelos Elfos, desde o rei, articulado, flexível e odiável, Thranduil, passando por Legolas, o acrobático e até Tauriel, que se prova a única invenção boa do diretor. A cena nos barris descendo o rio é uma das melhores de todos os filmes, nela tem comédia e ação na medida certa e ainda faz com que o Legolas seja ainda mais impossível que em toda a trilogia no Anel. Arrisco dizer que o Elfo teve mais destaque que o personagem título e que o dragão Smaug!

Depois disso os Anões e Bilbo vão em direção a Cidade do Lago com a ajuda do arqueiro Bard, e aqui temos uma das cenas mais arrastadas do filme, que vai em direção a uma das partes mais dispensáveis de toda a adaptação. P.J. tenta dar importância aos personagens que acabaram de nos ser apresentado e isso não serve muito. Longe disso tudo, temos Gandalf, que parte para investigar rumores sobre o Necromante e nessa parte somos apresentados à uma cena duvidosa, que nos faz pensar: “Epa! Acho que isso não é uma boa ideia”!

Ao final de todo esse vai e vem, finalmente conhecemos o estupendo dragão Smaug. No ínicio pensamos: “é agora que o filme pega fogo!”, mas eu não sei se Smaug teve todo o tratamento grandioso que merecia. De qualquer forma, as cenas sob a montanha são bem conduzidas com efeitos visuais de primeira! Mas por favor Peter Jackson! O que foi aquele final??? Se eu tivesse alguma coisa à mão, provavelmente teria jogado na tela, tamanha foi a indignação. Alguém pode dizer ao Sr. Jackson que o que esperamos ver quando se trata do universo de Tolkien é um filme de cunho artístico inegável, como os três Senhor dos Anéis, e não algo puramente comercial como a trilogia O Hobbit está se mostrando? Arrisco dizer que Peter Jackson perdeu a mão.

Enfim, não queremos desanimar ninguém a ver o filme. Temos muitas fatores positivos também, como a direção de arte que sempre é impecável, os efeitos visuais inquestionáveis e os Elfos! As melhores cenas são roubadas pelos Elfos! Não há dúvida nisso!

Nota: 8,0.

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