CRÍTICA - Livrai-nos do Mal

Assim como todo filme de terror que estreia hoje em dia, “Livrai-nos do Mal” também prometeu terror além da imaginação e sustos até depois que o filme acabasse, mas Scott Derrickson, diretor de “O Exorcismo de Emily Rose”, erra a mão feio com seu novo filme, tornando mais chato do que aterrorizante.


Na trama, o policial Ralph Sarchie (Eric Bana) tem uma intuição especial, que sempre o leva a combater casos extremos e perigosos. Em uma mesma semana ele se depara com um bebê jogado no lixo e uma mãe que atira seu filho na jaula dos leões em um zoológico. Intrigado pelos acontecimentos, ele começa a investigar as pessoas responsáveis, suspeitando que alguma força sobrenatural esteja por trás das histórias. Com a ajuda de um padre especializado em demonologia (Edgar Ramírez), Sarchie descobre uma verdade assustadora, muito além do seu mundo cético e racional.


Scott tenta misturar investigação com o natural, nada contra isso, visto que ele fez a mesma coisa com Emily Rose, mas aqui perde a mão totalmente, são períodos muito longos que nada acontece, apenas dois policias com armas na mão e não é isso que queremos ver em um filme terror.


É fato que, por se tratar de uma história baseada em fatos reais e com elementos reais do policial Sarchie deixa o filme mais intrigante, mas apenas pelo fato de termos curiosidade se tudo aquilo aconteceu mesmo. O filme também traz alguns elementos novos, como o padre fora do padrão e o detalhamento minucioso das etapas de um exorcismo.


Não se deixe enganar pelos trailer e posters, o filme não é assim. Ele é uma história com muito menos suspense e terror do que você imagina, com alguns sustos sim, e com a última parte de tirar o fôlego, mas nada que vá ficar com você por muito tempo.


Nota: 6,0!


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