CRÍTICA - Maze Runner: Correr ou Morrer


É um filme adolescente em sua essência. Não temos como ter certeza se no livro também é assim, mas a falta de seriedade com que os personagens levam a situação faz o filme ficar preso nessa categoria.

No filme, em um mundo pós-apocalíptico, o jovem Thomas (Dylan O'Brien) é abandonado em uma comunidade isolada formada apenas por garotos após toda sua memória ter sido apagada. Logo ele descobre que está preso em um labirinto, onde será preciso unir forças com outros jovens para que consiga escapar.


O filme perde todo o interesse enquanto estamos na clareira no meio do labirinto. Desde os personagens sem carisma nenhum, até as interações com os adolescentes e o roteiro são fraquíssimos, eles vivem em um eterno desespero, mas que estão apenas nas palavras. Todos nervosos, ninguém pode sair da linha, nada pode dar errado. Mas mesmo assim eles tomam decisões que só podem dar errado para aquela sociedade deles e é extremamente difícil de acreditar que eles ficariam ali com tantas alternativas para fugir.


Mas o filme brilha quando vamos para dentro do labirinto, a ação é desenfreada e muito criativa, as coisas que o habitam são deveras assustadoras e conseguem passar o medo que os personagens sentem, principalmente quando estão em perseguição. A trilha sonora nesse momento cresce e vira uma junção de tambores e orquestra é muito boa para o clima.


A medida que o filme vai se passando e os flashbacks são nos mostrados, começamos a entender mais ou menos do que o filme se trata, mas ao final nossa cabeça fica bagunçada e o clima crescente para a continuação nos faz querer ficar no cinema esperando o filme seguinte! Resumindo, o filme é uma ótima pedida para quem quer se divertir no cinema, sem grandes pretensões.


Nota: 8,0! 


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