CRÍTICA - O Doador de Memórias
Se existe algo que você precisa ter em mente quando for assistir ao filme, é que ele nada tem de adolescente, além do protagonista. Esse manto que colocaram sobre o filme nos fazendo acreditar em se tratar de uma história infanto-juvenil como muitos por aí, é falsa, O Doador de Memórias vai muito mais além disso.
No filme, Uma pequena comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos e agora cabe ao jovem Jonas (Brenton Thwaites), que precisa passar por um duro treinamento para provar que é digno da responsabilidade.
A plot na primeira impressão não parece ser muito interessante, mas ao decorrer do filme você quer saber mais o que vai acontecer e como aquela nova comunidade vai reagir a isso tudo. Vemos Jonas se tornar mais curioso e mais maravilhado com tudo que eles perderam. E nos pegamos pensando naquela situação e chegamos a adorar nossa humanidade.
O filme conduz isso muito bem, com pequenos flashes durante o treinamento de Jonas, sempre muito coloridos e vibrantes, ou então singelos e contemplativos. Trazendo a cor levemente para o mundo preto e branco ao olhos de Jonas, mas ainda monocromático quando acompanhamos outras pessoas.
O filme conduz isso muito bem, com pequenos flashes durante o treinamento de Jonas, sempre muito coloridos e vibrantes, ou então singelos e contemplativos. Trazendo a cor levemente para o mundo preto e branco ao olhos de Jonas, mas ainda monocromático quando acompanhamos outras pessoas.
A principal ideia do filme, vai de encontro a conceituadíssima obra “1984”, de George Orwell, que também fala de um estado totalitário que proíbe as pessoas de serem livres, controlando cada passo e apagando o passado. Mas em O Doador de Memórias temos uma grande parte do humano, do que é ser humano e todas as consequências disso, e o final percebemos onde tudo aquilo vai levar.








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