CRÍTICA - JOY: O Nome do Sucesso
Com um projeto ambicioso e um pouco pretensioso, David O. Russell volta aos cinemas mais uma vez com Jennifer Lawrence, e no final do filme percebemos que essa dobradinha já esta ficando desgastada e que talvez até mesmo o diretor esteja perdendo a mão.
No filme acompanhamos a criativa Joy Mangano (Jennifer Lawrence) que teve que aprender a sobreviver com os filhos e a família completamente disfuncional, e ainda com o sonho de criança não cumprido, o de ser uma grande inventora. Levando assim a ser uma das empreendedoras de maior sucesso dos Estados Unidos.
Há tempos podemos perceber que O. Russell não vem mais acertando. Desde O Lado Bom da Vida, em 2012 o diretor não emplaca um filme que cai nos gostos da crítica. Joy não fica de fora dessa, chamado de pretensioso e chato, David O. Russell erra a mão aqui também. E concordando com a maioria dos críticos, ele quis dar um passo maior do que suas pernas podem dar, tentando fazer algo mais artístico, mas deixando de lado o que é o forte dele, a direção de atores.
O filme começa em um clima de novela mexicana, até mesmo fazendo paralelo com uma telenovela que a mãe de Joy insiste assistir. Todo o tom de Tragicomédia se perde com as cenas muito bem fotografadas do passado, querendo dar profundidade nos sonhos de Joy e não sabemos o que sentir com tudo isso.
E assim o filme se segue em direções que não vão até o fim, não temos uma comédia que seja muito boa e também não temos um drama que nos leve as lágrimas. Toda a montagem do filme trabalha para que isso não aconteça, a constante troca de trilha sem dar uma cara para o filme e flashbacks que não conseguem dizer a que vieram.
Joy fica bem abaixo do que o esperado para um filme de David O. Russell, seja pelo trailer que nos foi vendido ou pelo potencial que a história tinha, nos deixando a conclusão de que a única coisa que se salva no filme é a atuação de Jennifer Lawrence.
Nota: 6,0!






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