CRÍTICA - Star Wars: O Despertar da Força
Star Wars voltou. E voltou com tudo. É inegável. E depois de assistir à O Despertar da Força três vezes, analisa-lo e discuti-lo exaustivamente, acho que está mais do que na hora de escrever essa crítica.
No sétimo episódio dessa saga colossal somos levados à 30 anos depois de O Retorno de Jedi, e novos personagens nos são apresentados. Começa aí um grande acerto do filme. Os novos personagens. O seu desenvolvimento, o carisma e a empatia que envolvem Rey, Finn, Paul, e até mesmo Kylo Ren, são frutos de um ótimo roteiro. Sem contar que o elenco é perfeito. Cada ator foi incrivelmente bem encaixado em seu personagem. E o melhor de tudo é que eles transbordam esse carisma também fora da telona.
Nos quesitos técnicos não há o que discutir. Star Wars – O Despertar da Força traz efeitos visuais que cumprem o seu trabalho, design de produção incrível, tanto que é difícil saber onde começam os efeitos visuais e onde terminam os efeitos práticos, sons na medida certa e a trilha sonora, mesmo que um pouco apagada, quando surge é executada com maestria por John Williams. Para falar a verdade, nesses quesitos não residia a minha preocupação. O receio era a história que nos seria apresentada, o roteiro. Felizmente, não houve decepção.
O roteiro conseguiu mesclar a nostalgia com a novidade. Muito dos primeiros Star Wars é visto em O Despertar da Força. Segundo acusações de muitos, até demais. Mas acredito que tudo tenha sido feito na medida certa. Esse primeiro filme, do que está sendo planejado como uma trilogia, é como um jovem saindo da casa dos pais. Não é possível deixar tudo para trás de uma única vez. Muitas coisas ainda ficam, e aos poucos são levadas para o novo lugar.
E o que falar da fatídica, mas necessária cena, todos ficamos tristes e lágrimas são aceitáveis. Mas para toda a história o acontecimento está sendo previsto, tudo isso aconteceu para que Kylo Ren brilhasse como o real vilão do filme.
O grande mérito de O Despertar da Força é criar espaço para o mistério, o incerto, para o surgimento de teorias e mais teorias que alimentam a imaginação dos fãs, fazendo com que o filme seja discutido após a sessão, no dia seguinte, na semana seguinte, e possivelmente até que o próximo filme chegue aos cinemas. Isso é genial.
Nota: 10,0!






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