CRÍTICA - 47 Ronins
Em um tempo distante, no antigo Japão Feudal, enquanto o Xogunato ainda existia e os Samurais tinham mestres e a disputa territorial, por poder e por gloria ainda valia alguma coisa, um pequeno mestiço, Kai, criado por Demônios da Floresta, foi encontrado por um Senhor Feudal que lhe deu abrigo, o criando até se tornar grande e é a partir daí que a história se desenrola.
Keanu Reeves conhecido do público como o Neo de Matrix, decidiu investir suas forças em um cultura que ele é muito fã, a mitologia Japonesa. Esse tipo de filme é pouquíssimamente explorado por Hollywood, podemos ver isso pelo próprio filme de Keanu Reeves, não esse, mas The Man of Taichi que caiu em um limbo eterno e ninguém sabe onde foi parar. Mas mesmo assim chegou as telas 47 Ronins.
O filme fica no meio termo em questão de adaptação. Ele não consegue se decidir se mantêm o seu lado real e pé no chão ou se coloca de vez o lado mitológico e fantástico em cena.
Tudo no filme é muito bonito, os visuais das roupas, o clima oriental na paisagem, isto está perfeitamente representado no filme. Algo que colocaria inveja em filme consagrados por sua beleza como "A Promessa" e "Heroi". Assim como a beleza das roupas, os cenários estão lindos, a floresta, as montanhas com um Buda gigantesco esculpido, o cais dos piratas. A fotografia sobressai aos olhos, embora o 3D deixe tudo mais escuro e não sirva para nada... Mas não é só de cenário que fez faz um filme.
Apesar de a história real dar um ótimo filme real sobre, 47 Ronins decide amenizar a realidade e acrescentar a fantasia, que ao meu ver enfraqueceu a história, assim como o personagem de Keanu que não tem lugar naquele mundo.
O filme tem um lado mitológico fraco e sem vida, apenas sendo mais um no meio de tantos. E a história real perde o espírito de Vingança dos Ronins e a Destreza dos Samurais, pois o que vemos no filme são um monte de bufões que são ótimos espadachins e temos que aceitar assim.
O filme é bom, com ótimos takes aéreos e cenários fantásticos, as cenas em que o costume Japonês é posto em pratica, é um deslumbre para os fãs, assim como eu, do tema, pois o Seppuku é e sempre vai ser o ápice do drama.
O filme é uma boa diversão, não incomoda, algumas partes lentas no meio, mas a cena da invasão recompensa. Com um final justo para o que se propôs, o filme pode ser visto sem medo, se você gostar do tema claro.
Nota: 7,5



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