CRÍTICA - Philomena


Emocionante e ao mesmo tempo divertido, Philomena retrata a jornada da personagem título na busca por seu filho, de forma a nos mostrar que os “velhinhos” estão com tudo em Hollywood. Depois de Meryl Streep em Álbum de Família e Bruce Dern em Nebraska, é a vez de Judi Dench brilhar como a protagonista do filme dirigido por Stephen Frears, de A Rainha. E ela prova que tem toda a garra necessária para ganhar mais um Oscar (até agora a atriz venceu apenas como coadjuvante em Shakespeare Apaixonado).

Quando o jornalista Martin Sixsmith é dispensado de seu emprego como jornalista de forma nada honrosa, chega às suas mãos uma história que poderá salvar sua carreira. Com uma resistência inicial, Sixsmith aceita ajudar Philomena Lee a procurar por seu filho, levado por uma família adotiva quando era apenas uma adolescente vivendo em um convento católico. Em sua jornada, ambos acabam se conhecendo cada vez mais e criam fortes laços. Além disso, muitas revelações são feitas acerca do paradeiro e da vida do filho desaparecido de Philomena.

O filme consiste praticamente na incrível história de Philomena e na impecável interpretação de Judi Dench. O roteiro foi adaptado com maestria, criando uma trama que toca profundamente o espectador e faz com que nos importamos com os personagens, com destaque, óbvio, para a personagem principal. Além disso, sobra ainda algum espaço para críticas à igreja católica e diálogos de cinismo religioso.

A Philomena criada por Dench, nos faz amá-la e pensar: “quero ela como minha avó!” Isso acontece tanto nas cenas nas quais percebemos suas maiores tristezas e seus maiores medos, quanto nas cenas em que mostram seu bom humor e sua habilidade em decorar a trama inteira de um livro e contá-la para seu acompanhante de viagem com um entusiamo jovial. De uma forma ou de outra, a atriz conseguiu captar a empatia do público e entregar uma atuação incorrigível.

Nos quesitos técnicos o filme não chama tanto a atenção. A fotografia é adequada ao filme, sem grandes firulas. A trilha sonora, indicada ao Oscar, é contida, assim como a maioria de suas concorrentes, podendo prever-se assim que nessa categoria Gravidade saia como vencedor. A direção de Stephen Frears, comprova novamente que o diretor consegue muito bem conduzir histórias que captem a atenção de quem as assiste, tornando assuntos complexos em uma experiência agradável.

Como último concorrente ao Oscar ao qual assistimos, Philomena comprova que 2014 é um ano de concorrência acirrada no prêmio. Com algumas pequenas exceções, todos os indicados merecem estar onde estão, e Philomena é com toda a certeza do mundo um destes!

Nota: 10,0.

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