CRÍTICA - Clube de Compras Dallas


Um filme com uma temática extremamente pesada, com um roteiro repleto de diálogos incisivos e atuações impressionantes. Esse é o resumo de Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club), um dos nove indicados ao Oscar de melhor filme. Trata-se de um filme que certamente deixará você com um sentimento de desconforto, pois apesar de ser tão difundido, o assunto AIDS ainda é um tabu.

Aqui voltamos no tempo, para a época em que a doença ainda era tratada como sendo do mundo gay, como o próprio roteiro sugere. Matthew McConaughey é Ron, um eletricista metido a cowboy que descobre ser soro positivo, com uma expectativa de vida de aproximadamente 30 dias. Primeiramente negando possuir a doença, ele se fecha para qualquer ajuda que venha a lhe ser oferecida, abusa ainda mais das drogas que já usava, sofrendo o preconceito de seus “amigos” por ser portador do discriminado vírus.

Quando passa a aceitar que realmente está doente, Ron começa a pesquisar sobre doença, lendo todo material à mão para saber melhor como se "curar" dessa doença. Então decide voltar para o hospital, mas dessa vez para conseguir remédios. Ao se deparar com uma realidade totalmente diferente do que ele esperava, decide buscar a cura por sí mesmo.

Com isso decide ir atras de remédios alternativos de pessoas duvidosas e em um de seus desmaios acorda no hospital ao lado de Rayon, um travesti. Enquanto ele luta contra o próprio preconceito uma grande amizade surge. Assim como um negócio, o Clube de Compras Dallas. 

As atuações estão incríveis. Matthew McConaughey emagreceu 40kg para o personagem, está brilhante com uma pessoa doente e já sem forças, com uma vida sem esperança e mesmo assim tentando ser forte. Jared Leto como a travesti Rayon, além de irreconhecível, está com a voz completamente diferente. Assim como McConaughey, ele emagreceu muito para fazer o filme e sua atuação é uma das suas melhores, o olhar de tristeza constante de Rayon mostra que a personagem aceitou o seu destino e vê nos remédios sua única esperança. 

Um filme pesado, com atuações ótimas, um tema que deveria ser discutido mais vezes no cinema. E confirma ainda mais que este ano os filmes do Oscar se tratam de filmes de superação, sobre todas as coisas, no caso de Dallas Buyers Club, é a superação da AIDS, mesmo que inevitavelmente seus dias estejam contados.

Nota: 10,0

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