CRÍTICA - RoboCop

 

Existem remakes que não devem ser feitos e RoboCop era um deles, mas já que não podemos vetar essa ideia, pelo menos torcemos para que dê certo e como o etimologia da palavra diz, remake é o ato de refazer algo. E é isso que José Padilha faz com o novo filme do RoboCop, refazer a história do seu jeito e acaba fazendo um filme que supera as expectativas. 

Logo no começo já sabemos que tipo de filme vamos ver, pois chovem críticas e reflexões da sociedade atual na tela do cinema. A operação do Iraque na introdução do filme é fácil pensar que ela pode ser possível, sendo transmitida ao vivo pela TV e óbvio que os problemas acontecem. Os robôs matam pessoas inocentes e terrorista de um jeito agressivo e sem emoção nos faz esquecer que não há sangue, tamanha a crueza da cena.

E ao final dessa cena o logo aparece e a musica clássica, tema de RoboCop e nosso coração se enche de esperança para o que está por vir. E em nossa opinião, ele cumpre o que propõe, pois não esperávamos um filme igual ao antigo, até porque o mundo mudou. Hoje já não podemos querer o nível de violência dos filmes antigos e muito menos que esse mesmo filme seja um blockbuster. As coisas mudaram.  

Nesse RoboCop não temos as críticas e sátiras tão acentuadas como SOMENTE Paul Verhoeven consegue fazer, mas isso não quer dizer que é ruim, pois se tratando de um remake, está lado no filme foi mais suavizado, mais inteligente e rápido, e claro, todas saem da boca de Samuel L. Jackson, que é um apresentador de um programa e tem uma visão extremista pró-robos. E o mais legal é quando ele decide fazer o que ele sempre faz em seus filmes!

O filme tem um ritmo invejável na maioria dos filmes de hoje em dia, pois as duas horas passam voando e deixando um gosto de quero mais. E o mérito disso é total de José Padilha, que tornou um filme que poderia ter sido um "Vingador do Futuro (2012)" que só tem ação, em um filme frenético na medida certa.

Mas nem tudo são flores... O filme tem sim alguns fatos que incomodam. O primeiro é o fato de não haver muitos conflitos no meio da investigação de Murphy, poucas são as situações que o colocam em perigo o que torna o filme direto demais e sem muita emoção. E o segundo ponto é o final, um péssimo final, sem climax e mal conduzido. Quando achamos que o filme está indo para sua cena mais legal, o roteiro desliza e não nos dá a recompensa necessária que esperamos, mas sim uma solução simples e rápida e sem grande emoção.

RoboCop é um ótimo filme de ação, com cenas muito legais e uma invasão frenética e epilética, o filme consegue superar as expectativas, não supera o antigo, mas sua releitura é uma ótima "outra visão" do assunto.

Nota: 8,5

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